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Evandro pode aparecer no meio-campo,
no lugar de Fernandinho.

Na véspera da partida decisiva pela Copa Libertadores da América, o técnico Antônio Lopes irá usar o treinamento de hoje no CT do Caju para acertar os últimos detalhes para a partida contra o São Paulo. Adepto do mistério, o treinador não abre mais os portões do CT do Caju para a imprensa e só divulga a escalação da equipe momentos antes de entrar em campo. As dúvidas continuam na meia-cancha, com Evandro e André Rocha podendo ser as novidades. A partida contra o clube paulista está programada para as 21h45 de amanhã, no Morumbi.

"Ainda não conseguimos treinar tudo o que queríamos. Temos uma parte tática amanhã (hoje)", revela o Delegado. Sem querer entrar em detalhes sobre como será a formação da equipe, ele deixa no ar se Evandro será titular contra o Tricolor. "Vamos ver, só no dia do jogo", desconversa. Ontem, com portões fechados, Evandro chegou a treinar ao lado de Aloísio no ataque, mas devido à gripe que pegou Lima de jeito.

O atacante não é dúvida e vai para a partida, mas o meia poderá surgir no lugar de Fernandinho. "Eu atuei um pouco mais de atacante, mais ou menos como foi contra o Coritiba. Quando estive no time titular, o Lopes me deu bastante liberdade para cair nas costas dos laterais", expõe Evandro. Segundo ele, o time já está praticamente pronto para a decisão. "A gente só está aguardando para saber, no dia, quem irá sair jogando", arrisca.

Além dele, quem também está na expectativa é André Rocha. O lateral-direito tem sido uma espécie de 12.º jogador no esquema do Delegado e poderá ganhar a condição de titular justamente na final contra o São Paulo. "Eu venho trabalhando sério, bem forte nos treinamentos, e o professor acabou encontrando uma forma para eu jogar ali no meio. Venho obedecendo ao que ele pede e, se ele optar por mim, estou à disposição, mas vamos esperar para ver", analisa.

Para hoje, a programação marca mais um trabalho tático no CT do Caju. Novamente, a imprensa só terá acesso após o encerramento do treinamento. Como o próprio treinador já adiantou, ele deverá acertar os últimos detalhes, ensaiar cobranças de "bola parada" e até penalidades (possibilidade que pode acontecer em caso de empate no tempo normal e na prorrogação). Após esse trabalho, a delegação almoça no próprio CT do Caju e embarca para a capital paulista às 16h20, no Aeroporto Afonso Pena.

Só 2 mil ingressos pra torcida

O Atlético voltou atrás e aceitou os 2 mil ingressos colocados à disposição pelo São Paulo para a partida de amanhã no Morumbi. As vendas começam hoje, às 14h, nas bilheterias da Arena da Baixada, na Rua Buenos Aires, e o clube fará distribuição de senhas. Algumas excursões para a capital paulista já estão sendo organizadas pelos torcedores, enquanto os jogadores acreditam num apoio a mais, apesar de pequeno, para buscar o título da Copa Libertadores em território inimigo.

Numa reunião marcada para ontem à noite, os dirigentes decidiram pulverizar as entradas entre os torcedores. Havia a expectativa de que esses bilhetes seriam direcionados para sócios, funcionários e organizadas, mas isso acabou não acontecendo. Assim, quem quiser assistir ao Rubro-Negro na final do torneio continental terá que ir para a fila no Joaquim Américo. A arquibancada no setor de geral custa R$ 30,00 (R$ 15,00 para estudantes). A entrada no Morumbi será pelo portão 2, rampa A.

Portanto, quem quiser ir nas excursões das organizadas deve correr. A confraria Esquadrão da Torcida Atleticana (ETA) está aceitando reservas no Prajá Comes e Bebes. A passagem e o ingresso juntos custam R$ 100,00. A saída está programada para as 8h de amanhã. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 41 9202-6263.

A torcida organizada Os Fanáticos também já programou sua excursão. O valor da passagem e reservas podem ser obtidos pelo fone 41 3332-5984. A entidade avisa que sua sede abre a partir das 8h e fica aberta até as 23h para os interessados em viajar. A saída deles está programada para as 9h.

A notícia deixou os jogadores satisfeitos, pois eles não estarão mais sozinhos no Morumbi. "São poucos torcedores, mas são torcedores que gostam do Atlético e vão lá para prestigiar e torcer. A gente espera trazer esse título e comemorar com esses que vão para São Paulo, e quando voltarmos para Curitiba comemorarmos com a massa inteira", analisa o zagueiro Danilo.

Telão

O Atlético vai colocar amanhã um telão dentro da Arena para aqueles que quiserem acompanhar a decisão no estádio rubro-negro. A entrada custará R$ 7,00 mais a doação de um agasalho. Os portões serão abertos às 19h e haverá 7 mil lugares à disposição dos torcedores.

De olho no coração do torcedor

Carlos Simon

O coração do torcedor atleticano vai bater como nunca amanhã à noite. Durante os 90 minutos mais importantes da história do clube, milhares de rubro-negros que estarão no Morumbi ou grudados à telinha dificilmente vão lembrar que um momento de tensão extrema pode gerar inúmeras complicações de saúde. Infarto e derrame estão entre as hipóteses mais drásticas, que podem ser minimizadas com alguns cuidados.

Casos de morte nos estádios de futebol ou até em frente à televisão não são raros – o último no Paraná foi o de um torcedor do Coritiba fulminado por um infarto no Pinheirão, no primeiro jogo da final do Campeonato Paranaense de 2005. Para o médico Pedro Henrique Reis, cardiologista clínico do Hospital Cardiológico Costantini, quem tem histórico de doença coronariana na família ou algum fator de risco, como pressão arterial alta, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e alteração no nível de colesterol deve prestar mais atenção. "O problema é que muitas pessoas não sabem que são portadoras de complicações, como a pressão alta", falou o médico.

Assim, o rubro-negro (ou o são-paulino) deverá ficar atento aos sintomas que podem desencadear uma crise mais grave: pressão desconfortável no peito ou nas costas que demora mais do que alguns minutos para ir embora; dor que se espalha para os ombros, pescoço ou braços; dor no peito acompanhada de tonturas, náusea, respiração curta ou falta de ar; dor que se apresenta como opressão, sensação de peso ou desconforto, e sudorese (pele fria).

O infarto é o problema mais grave, mas as emoções também podem desencadear outras reações. A mais comum é a crise de hipertensão, que em pessoas com histórico de pressão alta provoca dor de cabeça, tontura, desmaio ou em casos extremos um acidente vascular (derrame). Outros transtornos comuns em situações de estresse forte são dores de cabeça, diarréia e vômito.

O cardiologista aconselha o torcedor notadamente tenso e que é portador de um fator de risco a procurar um médico antes do jogo. "Se for o caso, um calmante pode ser receitado", explica Reis. Quem não tomou este cuidado pode apelar para a medicina popular -suco de maracujá, chá de capim-limão e outros calmantes naturais, se não vão deixar o torcedor calminho quando o São Paulo pressionar ou o ataque rubro-negro perder um gol, ao menos ajudam a amenizar o nervosismo.