O Londrina começa a semana de ânimo novo. Além da chegada de Caio Júnior, o presidente Carlos Alberto Garcia decidiu continuar no cargo. Após uma reunião com o Conselho Deliberativo, sábado, o dirigente reviu a possibilidade de deixar o cargo, mas pediu ajuda financeira a fim de sanar dívidas e reforçar o elenco. “Espero o apoio não apenas dos que aqui estão, mas de toda a sociedade de Londrina para que o time não lute apenas contra o rebaixamento”, discursou.

Garcia sentia-se desgastado com as críticas da rádio Paiquerê, motivadas pela má colocação na série B. “Hoje, o prejuízo do Londrina está na casa dos R$ 100 mil”, informa o diretor financeiro Marcelo Chaga. Para cobri-lo não há receitas disponíveis. A Sercomtel (empresa de telefonia da cidade) paga R$ 50 mil mensais para estampar sua marca na camisa. Outros R$ 70 mil vêm dos direitos de transmissão de televisão, a cada dois meses.

Muitos credores aceitam negociar os débitos desde que Carlos Alberto Garcia assine como avalista. O presidente, que também dá expediente como gerente regional de um consórcio, esquiva-se da responsabilidade com um justo motivo. “Se o clube não pagar, quem vai preso sou eu”, teme o ex-meia do alviceleste, cujo mandato vai até dezembro de 2005. Do site www.futebolpr.com.br