Quando França e Alemanha se enfrentaram pela última vez em uma Copa do Mundo, em 1986, o goleiro Lloris, de 27 anos, nem era nascido. Por isso, ele garante não dar importância para a rivalidade histórica entre os dois países e diz que o retrospecto favorável aos alemães – em três confrontos na história da competição, venceram dois – não terá influência na partida desta sexta-feira, pelas quartas de final do Mundial, no Rio.

“Estamos vivendo o momento atual. É verdade que tiveram confrontos históricos entre Alemanha e França, mas temos de escrever a nossa própria história”, disse o capitão francês nesta quinta-feira, em entrevista coletiva no Maracanã.

Para Lloris, a França não pode se intimidar diante da força do ataque alemão. Segundo ele, ficar só na defesa pode ser perigoso. “Estamos diante de um adversário muito forte. Os alemães estão entre os favoritos e têm muita experiência. Vamos fazer o máximo para não termos nenhum arrependimento depois da partida. Eles podem atacar, mas nós também temos as nossas qualidades”, avisou.

O goleiro, no entanto, não quis arriscar um palpite para o jogo desta sexta-feira. “É difícil prever o que vai acontecer. Numa partida decisiva, é preciso ter serenidade”, explicou.

Lloris também comentou sobre o protagonismo que os goleiros têm assumido nesta edição do Mundial. Alguns, inclusive, foram eleitos os melhores jogadores em campo. “Vimos muitas partida abertas, então os goleiros tiveram a oportunidade de darem a sua contribuição, até de maneira excessiva em algumas oportunidades. Mas isso faz parte do espetáculo e valoriza a posição de goleiro, que às vezes fica longe das holofotes”, avaliou o francês.