Com a experiência de estar na sua segunda Copa do Mundo e ter participado do vexame de 2010, quando a França foi eliminada ainda na primeira fase na África do Sul, o goleiro Lloris alerta que o bom desempenho da equipe até agora não deve ser motivo de euforia. Nesta segunda-feira, os franceses enfrentam a Nigéria, às 13 horas, em Brasília, pelas oitavas de final, e Lloris evita falar em favoritismo.

“Antes da Copa, não tínhamos o rótulo de favoritos. Fizemos excelentes jogos na primeira fase, mas agora é um novo torneio. Cada partida pode ser a última”, disse Lloris em entrevista coletiva, neste domingo, no Estádio Mané Garrincha.

O goleiro destacou também o trabalho do técnico Didier Deschamps, que como jogador fez parte da geração mais vitoriosa do futebol francês e conquistou os títulos da Copa do Mundo (1998) e da Eurocopa (2000). “Didier é uma referência. Eu cresci vendo os jogadores daquela geração. Nos inspiramos naquela seleção porque eles tiveram realizações incríveis”, disse o goleiro de 27 anos.

Ao contrário do treinador, que mostrou-se preocupado com o horário da partida, Lloris não vê problemas em atuar às 13 horas. “O calor é para ambas as equipes e isso não me preocupa. Talvez os africanos estejam mais acostumados do que nós, mas temos jogadores que atuam na Inglaterra e jogam neste horário das 13 horas. Já mudamos os nossos treinos e a alimentação para jogar neste horário”, disse.

Se a França confirmar o favoritismo e passar pela Nigéria, enfrentará o vencedor do confronto entre Alemanha e Argélia, que também será disputado nesta segunda-feira. A partida acontece em Porto Alegre, às 17 horas.