São Paulo – Na base da pressão, o técnico Emerson Leão tenta convencer a diretoria – leia-se o diretor de futebol Juvenal Juvêncio e o presidente Marcelo Portugal Gouvêa – a trazer reforços para a disputa das outras três ?metas? do ano: Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana.

O título do Paulistão é um dos argumentos que o treinador utiliza, mas que não está surtindo efeito. ?Não adianta vir me perguntar sobre reforços. Também não sei se algum jogador será apresentado nesta semana. Um belo dia ele pode pintar?, esquiva o presidente Marcelo Portugal Gouvêa.

O assunto é uma constância nas entrevistas de Leão. ?Não troquei nenhum dos meus pedidos. Preciso de um atacante alto, cabeceador, ao estilo do Luizão; um lateral-direito, porque o Cicinho está muito acomodado; e, principalmente um meia?, diz.

A ênfase dada pelo treinador por um homem habilidoso de meio-de-campo tem justificativa. Quando Danilo não está em campo como aconteceu contra a Ponte Preta, o São Paulo se perde. Souza, Falcão, Vélber… Ninguém parece capaz de solucionar os problemas de Emerson Leão.

?Quando converso com os jogadores, todos se sentem orgulhosos de dizer que estão no São Paulo por terem feito boa campanha em seus ex-clubes. E por que não repetem o mesmo desempenho? Uns demoram para se adaptar, outros têm o psicológico jogando contra, e outros são jogadores de time pequeno mesmo?, alfineta Leão. ?Eu não quero jogador de treino. Eu quero de jogo.?

Leão, aliás, está cada vez mais decepcionado com Falcão. ?Eu pedi para ele tentar uma jogada individual, uma falta, um pênalti, chutar no gol e ele não fez nada. Não está pensando no coletivo e sim tentando solucionar o problema dele dentro do time?, disparou.