São Paulo – Não é só Vanderlei Luxemburgo que gosta de mesclar o trabalho de treinador com o de diretor de futebol. O técnico Leão resolveu anunciar, ontem, a dispensa de cinco do São Paulo.

Disse que aceita a aposentadoria de César Sampaio e ainda recomendou a diretoria a não se esforçar para segurar o lateral-esquerdo Júnior.

Muito pelo contrário. Se confirmada a saída dos sete indesejados, o São Paulo economizaria R$ 450 mil na folha de pagamento. Para buscar reforços.

Júnior já foi sondado pela diretoria do Cruzeiro, que pretende montar uma equipe forte para o próximo ano. Como seu contrato terminará apenas em julho de 2005, os mineiros teriam de pagar US$ 600 mil pela liberação do atleta. Esse é um valor que pode ser diminuído. Leão não quer trabalhar com Júnior. Júnior não quer trabalhar com Leão. O salário de Júnior é de R$ 130 mil.

Por enquanto, garantidos, o clube poupará R$ 320 mil com a saída do sexteto. O mais caro era César Sampaio. O volante de 36 anos antecipou a aposentadoria, depois de perceber a má vontade de Leão em relação ao seu futebol.

Conversando com sua família, Sampaio chegou à conclusão de que o melhor seria parar.

Também não foi renovado o contrato do lateral direito Gabriel filho do ex-jogador Wladimir, um dos líderes da época da democracia corintiana. A alegação: seu salário, R$ 86 mil, era exagerado a um reserva. "Nós teríamos de pedir para o Gabriel aceitar receber menos. Ele ficaria desgostoso e seria pior. O melhor foi liberá-lo." Gabriel sentia que o clube queria se livrar dele. O entrave: o contrato fora assinado com o ex-presidente Paulo Amaral. Gouvêa obrigou o lateral treinar com os juniores, para pressioná-lo a sair.