Na tentativa de evitar que a melhor oportunidade de sua carreira se torne um pesadelo, o treinador Leandro Niehues transformou o Atlético em uma espécie de ‘laboratório’.

Os atletas que não se saíram bem nos testes de Antônio Lopes permanecem no banco. Na falta de peças de reposição, a saída do novo comandante está sendo o improviso.

Para o jogo de amanhã, contra o Paranavaí, pelo menos um jogará fora de sua posição original. Com a expulsão do atacante Javier Toledo, em Irati, Niehues poderia optar por atacantes como o colombiano Serna ou o jovem Patrick.

Ainda assim, ele escolheu o meia Tartá para atuar ao lado de Bruno Mineiro. Não é a primeira vez que o treinador decide pelo improviso. Desde a estreia de Leandro, em Irati, o volante Chico vem sendo escalado no trio de zaga, junto de Manoel e Rhodolfo.

Porém, o caso mais emblemático envolve outro meia-defensivo. A derrota por 1 a 0 para o Azulão de Sérgio Malucelli marcou a estreia de Deivid na lateral-direita. Quando tomou a decisão de escalar um volante para atuar na lateral, o treinador negou que estivesse colocando jogadores fora de suas características. Argumentou que Raul e Gerônimo “haviam desperdiçado suas oportunidades” e por isso precisariam “voltar ao fim da fila”.

Na prática a fila andou, mas também não deu certo. O Furacão perdeu e a culpa pela deficiência da equipe foi depositada no argentino Javier Toledo, expulso nos minutos iniciais do confronto.

Na quarta-feira, pela Copa do Brasil, o treinador resolveu dar nova oportunidade aos seus comandados. Ninguém foi pro fim da fila e Deivid manteve-se improvisado na lateral. Resultado: a equipe novamente não rendeu, o Furacão voltou do Maranhão com um empate e Niehues continuou sem vencer no comando do Atlético.