O Brasil fez a festa completa no Mundialito Cidade de Santos de Fast Triathlon masculino, disputado ontem na Ponta da Praia, em Santos, garantindo tanto o título por equipes quanto o individual, com o experiente Leandro Macedo quebrando um jejum de quatro anos. Disputada sob um forte calor e muita umidade, a competição reuniu 18 triatletas de seis países, que completaram três baterias (com pequenos intervalos para descanso), com 200 metros de natação, 3.600 metros de ciclismo e 1.350 metros de corrida.

Contando com os três atletas que disputam o Circuito Mundial, o gaúcho radicado em Brasília Leandro Macedo, o santista Paulo Miyahsiro e o curitibano Juraci Moreira Júnior, o Brasil venceu com tranqüilidade por equipes. Somou 124 pontos, contra 107 dos Estados Unidos e quase o dobro da África do Sul, que marcou 64. Os argentinos ficaram em 4.º lugar, com 59, seguidos dos canadenses, com 44 e dos japoneses, com 24.

Mais velho competidor na prova, com 34 anos de idade, Leandro Macedo deu um verdadeiro show. Venceu as duas baterias iniciais e confirmou o título com o 2.º lugar na última disputa. O momento mais empolgante foi a chegada da 2.ª prova, quando ele superou o sul-africano Claude Eksteen, num sprint fantástico, nos últimos 100 metros. “Essa prova deveria ser proibida para maiores de 30 anos”, brincou Leandro.

“Treinei certinho para esta prova. Vendi as minhas férias, mas valeu a pena para fazer a alegria desta galera”, comentou Leandro, referindo-se à grande torcida que lotou toda a área da prova e incentivou o tempo todo a equipe do Brasil. “A torcida me ajudou muito. A vibração ajudou a me interiorizar e buscar força”, destacou o vencedor.

Experiência

Para Leandro, a experiência prevaleceu. “Este título é uma realização pessoal, que eu vinha perseguindo faz tempo. Levei quatro anos para aprender a competir neste tipo de prova. A experiência conta muito”, disse o triatleta, que mudou a sua tática pessoal no meio da disputa. “O certo é vencer a 1ª bateria, descansar na 2ª e ir com tudo na última, mas não quis dar chance para o azar. Não gosto de arriscar. Eu iria par a vitória na 3.ª disputa, se a 2.ª não tivesse sido tão desgastante”, afirmou Leandro.

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