O francês Renaud Lavillenie, do salto com vara, e a neozelandesa Valerie Adams, do arremesso do peso, foram escolhidos pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) como os melhores atletas do ano na modalidade. A cerimônia de premiação foi realizada nesta sexta-feira, em Mônaco.

Lavillenie, atual campeão olímpico e vice-campeão mundial, derrubou o recorde mundial do salto com vara em pista coberta, ao saltar 6,16 metros no Meeting de Donetsk, em 15 de fevereiro. De forma emblemática, tirou do ucraniano Sergey Bubka – organizador da competição – uma marca que completaria 21 anos poucos dias depois.

Ao ser premiado, o francês mostrou surpresa e disse que nem sequer havia preparado um discurso. “Eu não sou Usain Bolt, que veio aqui tantas vezes”, brincou Lavillenie. Nos últimos seis anos, o velocista jamaicano foi premiado cinco vezes pela IAAF, perdendo apenas em 2010 para o queniano David Rudisha, recordista mundial dos 800 metros. “Mas estou muito orgulhoso de estar aqui.”

Após a IAAF apresentar uma lista de dez nomes para cada naipe, três candidatos foram escolhidos pela votação popular. Lavillenie concorria ao prêmio com outro recordista mundial, o queniano Dennis Kimetto, que bateu a marca da maratona em Berlim, no mês de setembro. E o catariano Mutaz Essa Barshim foi o outro finalista – o atleta do salto em altura ameaçou o recorde mundial do cubano Javier Sotomayor algumas vezes em 2014, ficando agora como o dono da segunda marca da história (2,43 metros).

Na premiação feminina, Valerie Adams finalmente foi premiada, após quatro indicações. A neozelandesa é um dos fenômenos do atletismo atual. Tetracampeã mundial e bicampeã olímpica do arremesso de peso, ela soma 56 vitórias consecutivas em quatro anos.

“Bem, eu vim preparada”, brincou a vencedora, ao subir no palco para receber a premiação do príncipe Albert, de Mônaco, e do presidente da IAAF, Lamine Diack, e mostrar o papel em que escreveu alguns agradecimentos. Ela dedicou o prêmio ao seu fisioterapeuta, que teve muito trabalho, nesta temporada, para mantê-la “em um só pedaço” – a neozelandesa teve uma série de problemas físicos que atrapalharam seu ano, o que não impediu a permanência de seu domínio.

A neozelandesa concorreu ao prêmio com duas jovens atletas. A etíope Genzebe Dibaba, de 23 anos, bateu dois recordes mundiais em provas indoor, nos 1.500 metros e nos 3.000 metros. E a holandesa Dafne Schippers, de 22 anos, combina a rara habilidade de conseguir se destacar no heptatlo (foi bronze no Mundial de Moscou, em 2013) e também em provas individuais. Nesta temporada, dedicou-se mais aos 200 metros e conseguiu terminar o ano como vice-líder do ranking mundial.