O técnico Gilson Kleina parece ter se acostumado a trabalhar sem poder contar com Valdivia, que não joga desde o dia 14 de março por causa de dores na coxa direita. Por isso, o treinador faz questão de afirmar que espera contar com o chileno um dia, mas não o considera fundamental para a equipe do Palmeiras.

“A qualidade dele é ímpar, mas precisamos ter coerência e ele estar com saúde para conseguir render. Como não posso contar com ele neste momento, não vou ficar pensando nisso. Os que estão entrando estão dando conta do recado e precisamos enaltecer isso”, disse o comandante palmeirense.

Como teve Valdivia apenas em nove dos 27 jogos na temporada, o treinador conseguiu montar um esquema tático para o time jogar sem a necessidade de ter um jogador com as características de Valdivia. A preocupação com a condição física do jogador faz com que o time deixe de jogar por ele, tendo em vista que sua presença na equipe não deverá se tornar algo constante.

“Queríamos contar com ele e o quanto antes, mas agora existe todo um processo que está sendo muito bem implementado pelo departamento médico e pela preparação física. Ele tem de voltar e tentar ter uma sequência”, alertou Kleina.

Apesar dos problemas físicos, o chileno ainda desperta interesse de outros clubes. O River Plate chegou a procurar o empresário Osório Furlan, dono de 36% dos direitos do atleta – os outros 64% são do Palmeiras – e uma conversa entre o agente e o presidente Paulo Nobre deve acontecer nos próximos dias para discutir o assunto. Kleina se esquiva e evita comentar a possibilidade de Valdivia ser negociado. “Para mim, só chegou especulação, nada de concreto. Vou respeitar a opinião do investidor, do atleta e do clube”, limitou-se a dizer.