Kléberson vai estrear no brasileirão.

O técnico Osvaldo Alvarez, do Atlético, confirmou que a entrada do meia Kléberson será a única alteração de seu time para a partida contra o Galo, sábado, na Arena. Nas demais posições, a equipe será a mesma que vem atuando nas últimas partidas, já que o treinador rubro-negro não tem muitas opções à mão para tentar alterar a forma de atuar de sua equipe. Após ser goleado pelo Paraná Clube, o Furacão busca a reabilitação e o futebol perdido, que vinha crescendo após a chegada de Vadão.

“Não vou mudar muita coisa. Não tem porque mudar. É curioso o futebol, parte da imprensa após o jogo contra o Grêmio dizia que não tinha que mudar o time. Não podia voltar o Cocito, nem o Kléberson, porque tinha jogado muito bem. Agora, nós perdemos e está tudo errado. Não é assim”, pondera o comandante rubro-negro. Segundo ele, se Cocito e Kléberson tivessem condições de jogar, teriam jogado e é o que vai acontecer agora. Após cumprir suspensão, Xaropinho está de volta ao time. “Se ele é titular com o Parreira (Carlos Alberto, técnico da seleção brasileira), é titular comigo”, dispara.

Com isso, a tendência é de que Rodrigo sai do time, apesar do técnico deixar em suspense uma possível disputa de posição entre ele e Fabrício. Nas demais posições, o time será o mesmo que vinha jogando e agradando, pelo menos antes de perder o clássico. Dos reforços recém contratados, o único que poderia estrear é o atacante Tüske, mas dificilmente ele jogará.

O que o treinador começou a fazer é relacioná-lo para a concentração. Foi assim contra o Paraná, mas ele foi cortado do banco. A tendência é de que o húngaro possa ganhar a chance de ficar no banco na partida contra os mineiros.

Roupa suja

Ontem, os jogadores se reuniram entre eles por mais de 30 minutos nos vestiários para discutir a atual fase do time. Quando subiram para o campo 2, passaram direto pela imprensa sem dar declarações e fizeram nova reunião com a comissão técnica, que também levou cerca de meia hora. Aparada algumas arestas, Vadão comandou um coletivo entre os reservas enquanto os titulares treinaram fisicamente.

Atleticanos fazem várias reuniões para esquecer a goleada

Roupa suja se lava em casa. Esse será o lema dos jogadores atleticanos ao longo da temporada. Quer o time vença, quer o time perca. Ontem, os jogadores se reuniram entre eles por mais de 30 minutos nos vestiários para discutir a atual fase do time. Quando subiram para o campo 2, passaram direto pela imprensa sem dar declarações e fizeram nova reunião com a comissão técnica, que também levou cerca de meia hora. Aparada algumas arestas, Vadão comandou um coletivo entre os reservas enquanto os titulares trabalharam fisicamente.

“O grupo se abalou um pouco após a derrota para o Paraná Clube”, revelou para a Tribuna o meia Fabrício. Segundo ele, perder num campeonato longo como este é normal. “Sabemos que ainda vamos perder outras partidas, vamos torcer para que sejam poucas, mas não pode acontecer da maneira que aconteceu”, explica. Para o jogador, o encontro entre eles acabou elevando o astral do grupo. “A motivação agora é outra. A gente sabe que o grupo tem qualidade e que tropeços irão acontecer”, pondera.

O goleiro Diego vai na linha do companheiro. “A intenção era exatamente essa. Esquecer o que passou. O campeonato é muito longo e nas duas primeiras rodadas nenhum time conseguiu manter o aproveitamento de 100%”, diz. Ele garante que essas reuniões não vão parar, mesmo que a fase esteja boa. “O bom desse grupo é que nós sempre conversamos”, aponta o goleiro.

Liderança

Com a saída de Cocito, o técnico Osvaldo Alvarez resolveu incentivar a presença de novos líderes para sua equipe. Pela manhã, o treinador reuniu o goleiro Diego, o lateral-direito Alessandro, o zagueiro Rogério Correia, o meia Adriano e o atacante Ilan para uma conversa isolada. De acordo com Diego, a reunião foi para que esses atletas passassem aos novatos mais tranqüilidade e explicassem que o time não está imune a derrotas. “São as pessoas que mais falam e que podem passar sua experiência para o restante do grupo”, disse. No entanto, Diego lembra que o volante Leomar também é um dos líderes e não há disputa pela tarjeta de capitão. “O Leomar também era para estar ali, ele é muito experiente e tem uma história muito grande dentro do Atlético.”