O atacante Kayke, autor dos dois gols do Santos na vitória sobre o Atlético Paranaense, no domingo passado, confessou em entrevista coletiva nesta terça-feira que tem um sentimento dividido em relação às oportunidades que vem tendo na equipe. Escalado pela contusão do titular Ricardo Oliveira, o jogador comemorou a vaga no time, mas lamentou que a chance tenha vindo pelo infortúnio do companheiro.

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“O Ricardo é que ele é exemplo para todos nós. É o nosso capitão. Dispensa comentários. As oportunidades estão aparecendo. Fico triste de entrar no time nessa situação. Com o Ricardo machucado. Porque é uma referência pra mim, meu amigo. O tenho como espelho. Fico triste de não compartilhar com ele dentro de campo. Mas vou dar o meu máximo para que a equipe não sinta falta (de Ricardo Oliveira)”, destacou o jogador.

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Autor de seis gols no ano pelo Santos – dois deles que deram a vitória contra o Atlético Paranaense, no último domingo, em Curitiba -, o atacante deverá ser titular no clássico diante do Palmeiras, nesta quarta-feira, às 21h45, na Vila Belmiro, em jogo válido pela sétima rodada do Brasileirão.

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Kayke entende que poderia ter um desempenho ainda melhor se tivesse sido aproveitado mais vezes pelo treinador anterior ao longo da temporada. Ele comparou o momento vivido no Santos com a temporada do ano retrasado, quando atuava pelo Flamengo.

“Em 2015, tive uma situação bem parecida no Flamengo, fiz 26 gols na temporada e era reserva do Guerrero. Eu tive as minhas oportunidades, joguei quando foi possível, fiz os meus gols. Rola às vezes essa comparação de entrar um e sair outro, se pode jogar junto. É o treinador quem vai decidir. Não vinha jogando tanto quanto esperava. Tenho seis jogos de titular na temporada inteira e a gente está na metade do ano. Acho um número baixo para o que propus e espero com a camisa do Santos”, avaliou o atacante.

Apesar de demonstrar insatisfação pelo fato de não ter sido utilizado tanto quanto queria, o atacante Kayke – que chegou a se indispor com torcedores do clube em uma rede social – defendeu o treinador Dorival Júnior, recentemente demitido do clube, e negou que o ambiente entre o grupo de jogadores não seja dos melhores.

“Vejo que o Dorival respeitava muito aquilo que os outros tinham feito para estar na equipe titular. Sou muito grato a ele por me trazer ao Santos. Foi a pedido dele que vim parar aqui. Se não fosse por ele, estaria no Japão. Ele foi muito respeitoso com aquilo que os jogadores fizeram no ano passado. Se hoje o Santos está numa Libertadores é porque os jogadores que estavam aqui no ano passado colocaram a equipe nessa situação. E ele pensava dessa forma. Em relação ao futuro, vou buscar o meu espaço com muito respeito, muita lealdade”, ressaltou Kayke, que agora passou a ser comandado por Levir Culpi, apresentado oficialmente na última segunda-feira como novo técnico do Santos.