Königstein – Pode ser que Kaká não venha a se tornar o destaque da Copa, ao contrário do que prevê com entusiasmo o coordenador Zagallo na contramão da história do mundial. Mas, aos 24 anos, o meia do Milan mostra maturidade para consolidar, na Alemanha, sua condição de astro, independentemente dos resultados da seleção. Para tanto, recorre à fórmula simples e clássica de quem conhece sua capacidade: assume a responsabilidade que os elogios trazem, admite o desejo de sucesso, mas não se coloca como o ponto de referência da companhia. Com isso, pavimenta o caminho do estrelato.

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Kaká deu ontem a mais recente demonstração de que aprendeu cedo a lidar com badalação e cautela.

Na passagem dos jogadores pelo pelotão de jornalistas, antes do treino, foi um dos mais abordados – por repórteres italianos, sempre ávidos por notícias do ídolo da torcida do Milan, e pelos brasileiros, mais interessados em saber como reagia à rasgação de seda de Zagallo. Quem esperava um ego inflado, esbarrou no habitual comportamento politicamente correto. ?Vamos com calma?, advertiu, logo de cara. ?Se for eleito o melhor do mundial, receberei com grande alegria, não vou negar?, afirmou. ?Sempre é importante ser bem-sucedido no que se faz?, frisou, para emendar de primeira. ?Meu objetivo aqui é ajudar a seleção e não pensar de forma individual. A pressão existe, é grande, mas colocada por bom motivo?, observou o jogador que o São Paulo um dia viu ir embora por US$ 8 milhões (ou pouco mais do que isso) e que hoje não tem preço para o Milan.

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