Valquir Aureliano
Aluízio Ferreira terá que dar explicações à Justiça.

Fracassou mais uma tentativa do grupo de Onaireves Moura de retomar o controle da Federação Paranaense de Futebol (FPF). A juíza Denise Antunes, da 8.ª Vara Cível de Curitiba, rejeitou ontem um recurso do ex-presidente Aluízio Ferreira e manteve a liminar que conduziu Hélio Cury ao cargo.

A decisão acaba com qualquer possibilidade de mudança na diretoria da FPF antes das próximas eleições, marcadas para abril. Agora, o caso será enviado ao Tribunal de Justiça (TJ), que irá julgar o mérito da ação. Não há tempo para uma sentença definitiva sair antes do pleito, que por enquanto tem Hélio Cury como único candidato.

No processo, Cury questiona a legalidade da chapa vencedora da eleição de 2004. Na ocasião, ele foi derrotado por Moura, eleito para o sexto mandato consecutivo. Em novembro de 2007, a juíza Denise Antunes  concedeu tutela antecipada a Cury, por considerar que uma condenação em 2000, por falta de pagamento do INSS, impedia Moura de participar do pleito.

Quem levou a pior foi Aluízio Ferreira, vice que assumiu a FPF após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspender Moura por seis anos, em maio de 2007. Depois de sete meses no comando da entidade, Ferreira teve que entregar o cargo a Hélio Cury, considerado vencedor da eleição de 2004.

Pepino

Além de fracassar na tentativa de retomar a presidência da FPF, Ferreira terá que explicar à Justiça alguns procedimentos adotados no curto mandato. Hoje, ele será ouvido no processo que colocou Moura e ex-diretores e colaboradores da FPF na cadeia, em novembro.

Esse processo tem como base o inquérito elaborado pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Econômicos (Nurce) da Polícia Civil, responsável pelas prisões. Onaireves Moura, Carlos Roberto de Oliveira, ex-presidente do Conselho Fiscal da FPF, Laércio Polanski, ex-contador e tesoureiro, e José Johelson Pissaia, ex-diretor administrativo, continuam detidos, acusados de participar de um esquema que teria desviado mais de R$ 5 milhões da entidade.

Aluízio Ferreira não estava entre os presos, mas foi denunciado pelo Ministério Público por apropriação indébita de recursos da FPF. ?A federação vai atuar como assistente de acusação, como vítima desses crimes?, diz o advogado Juliano França Tetto.

A reportagem do Paraná-Online tentou ouvir Ferreira e seu advogado, Alexandre Chemim, mas eles não atenderam aos telefonemas nem retornaram os recados.