A primeira comissão disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva adiou o julgamento dos cinco processos envolvendo o Caso Atletiba, que seria realizado na noite desta segunda-feira (6). Segundo o presidente da comissão, Carlos Alberto Zitta, o entendimento é de que postergar a sessão não prejudicaria o andamento do Campeonato Paranaense.

A principal alegação é de que a sessão não poderia ter quórum completo, o que segundo Zitta é fundamental devido à complexidade de um dos processos pautados e seus desdobramentos. Se a data do julgamento tivesse sido mantida, haveria apenas três auditores presentes, o que apesar de ser legal, poderia comprometer o resultado.

Agora, o julgamento dos incidentes do dia 19 de fevereiro, que resultaram no adiamento do clássico para a quarta-feira (1º), foi transferido para a noite da próxima segunda-feira (13), quando todos os auditores estiverem presentes. A previsão é de que o julgamento se estenda por toda a noite. Na ocasião, o quarto árbitro Rafael Traci impediu a realização do jogo, segundo ele, por ordens do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF). A alegação é de que membros não credenciados da imprensa, que fariam a transmissão do clássico via internet, se recusaram a deixar o gramado por orientação dos dirigentes de Atlético e Coritiba.

Nos processos, foram denunciados a Federação Paranaense de Futebol, os árbitros Paulo Roberto Alves Júnior, Weber Felipe Silva, Júlio César de Souza e Rafael Traci, o presidente do Atlético Luiz Sallim Emed, o vice-presidente atleticano Marcio Lara, o diretor de marketing Mauro Holzmann, a diretora jurídica Regina Bortoli. Do lado do Coritiba, foram denunciados os vices José Fernando de Macedo e Ernesto Pedroso, o diretor de futebol Alex Brasil, o supervisor de futebol Rafael Zucon e o assessor de Comunicação Rodrigo Weinhardt.