Quando subiram das categorias de base do São Paulo, Boschilia, Ewandro, Lucão e Auro eram apontados como capazes de brigar por uma vaga na equipe principal rapidamente, mas a realidade tem sido bastante diferente para os jovens. Apontados dentro do clube como os pilares do time no futuro, eles amargam poucos minutos em campo e não têm perspectiva de uma sequência no curto prazo.

Parte da diretoria tem ficado incomodada com a falta de oportunidades e com o que enxergam como falta de paciência do técnico Muricy Ramalho para lidar com os garotos. A partida contra a Chapecoense, na última quarta-feira, foi utilizada como exemplo para justificar as críticas. “Primeiro o Muricy escala o Ewandro do nada depois de meses e tira o menino no intervalo. Aí o Boschilia entra e sai minutos depois para deixar o (Alan) Kardec, que estava mal”, disse um membro da diretoria.

A reclamação não parte só dos dirigentes. Um dos motivos que fizeram Lucão se negar a assinar um novo vínculo com o clube era o receio de ser pouco utilizado pelo treinador. Acabou demovido da ideia pelo vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, um dos maiores entusiastas do potencial do defensor.

As maiores expectativas no entanto estão em torno de Boschilia e Auro. O lateral-direito teve ascensão meteórica, mas subitamente virou reserva de Paulo Miranda e Hudson. Boschilia teve trajetória parecida; foi titular, mas rapidamente acabou sacado e ficou ainda mais sem espaço depois das chegadas de Kaká e Michel Bastos. “É verdade que eles são novos, mas precisam ser testados e de uma sequência. Será que o Lucas teria chegado onde chegou se o técnico fosse ele?”, questionou o dirigente.

A princípio, o São Paulo não planeja emprestar os garotos para que eles ganhem experiência. Nos planos da diretoria, o time contratará até três jogadores para o ano que vem e o resto das vagas.