São Paulo – Outro capítulo do momento complicado para o presidente da Fifa é a disputa interna pela presidência. Ontem, Blatter fez de tudo para agradar os delegados. Anunciou até o repasse de quase duzentos milhões de dólares para as federações nacionais e confederações continentais. E acabou tendo duas importantes vitórias na queda de braço com os seus opositores.

No momento mais tenso do Congresso da Fifa, ontem, em São Paulo, os delegados reprovaram a proposta de uma criação de uma idade limite para os dirigentes da entidade. A proposta vinha principalmente das federações europeias, que desejam mudança já no ano que vem. Também foi reprovada uma proposta de definição de um limite de tempo para mandatos. ‘Ficou muito clara a vontade da maioria’, disse Blatter após o resultado.

Mas a corrente que pede a saída dele em 2015 é cada vez mais forte, e liderada por um nome de peso, Michel Platini, presidente da UEFA. Para barrar a campanha, Blatter acenou com mais dinheiro para as entidades nacionais, principalmente para as africanas e da América Central – já que a oposição é liderada pelos europeus. ‘Unidos somos mais fortes’, apelou o cartola.

Fez efeito, pois no final do Congresso vários dirigentes de países com pouca tradição no futebol defenderam com veemência a permanência do presidente. ‘Não podemos deixar a Fifa em outras mãos’, resumiu Yves-Jean Bart, da federação do Haiti.

E dinheiro é o que não falta quando o assunto é Fifa. Ontem, foi confirmado que a receita da entidade atingiu US$ 1,3 bilhão – o lucro em 2013 foi de US$ 72 milhões.