Ainda era abril quando Santos e empresários davam a contratação do atacante Bill como quase certa. Só estariam faltando “detalhes contratuais” para acertar a transferência, avalizada pela comissão técnica de Muricy Ramalho. Dois meses depois, o corintiano ainda está tão longe da Vila Belmiro quanto antes.

Uma disputa entre um grupo de investidores que detém um terço dos direitos econômicos do jogador emperra a negociação. Nessa semana, eles chegaram a um acordo parcial. Iriam comunicar o acerto ao Corinthians hoje e pedir a rescisão do contrato antes do seu término. A ideia é que, liberado, Bill possa fechar com o Santos por dois anos.

Mas o jogo do Corinthians contra o Figueirense nesta noite impediu que os empresários do atacante se reunissem com os cartolas do Parque São Jorge, segundo os próprios empresários. O estafe de Bill espera a sexta-feira para poder acertar a rescisão. Novamente, o que se diz é que só faltam “detalhes” para o acerto.

Parte da cartolagem santista já evita falar sobre o assunto publicamente para não frustrar expectativas caso a negociação fracasse. O que ninguém nega é que a vinda de um atacante como Bill é esperada o quanto antes na Vila.

Por causa da seleção brasileira e de contusões, o técnico Muricy Ramalho tem poucas opções para o ataque. No último jogo, contra o Fluminense, apenas Rentería e Alan Kardec estavam disponíveis, além de Victor Andrade, de 16 anos, que fazia sua estreia entre os profissionais.

Muricy Ramalho acredita que Bill pode ser útil, mesmo que tenha sido reprovado pelo seu colega corintiano, Tite. O atacante fez poucas partidas neste ano e nem sequer foi relacionado para a maioria dos jogos.