O estado do Paraná terá um representante na fase internacional da Sul-Americana. O fato é inédito, mesmo que ainda não se saiba quem passará para a outra fase. Paraná Clube e Atlético farão dois jogos – às 19h30 de hoje, no Pinheirão, e na próxima quarta, na Baixada – para decidir quem enfrentará o River Plate na 2.ª fase. O jogo de hoje, além da rivalidade, vale a possibilidade de ir a Buenos Aires, no primeiro jogo oficial de um time local contra um dos grandes da Argentina.

O Paraná já tem a experiência de jogar no país vizinho. Enfrentou o Talleres, de Córdoba, na fina da Copa Conmebol, em 1999. Foi eliminado nos pênaltis, dentro da Vila Capanema – que será reinaugurada este mês.

O Atlético, em contrapartida, é mais experiente em competições internacionais, principalmente após o vice-campeonato na Libertadores do ano passado.

Agora, no entanto, eles entram em igualdade de condições no primeiro clássico de Curitiba válido por um torneio continental. Se o Paraná iniciou o Brasileiro em alta, chegando a disputar a liderança com o São Paulo, neste momento é o 7.º colocado, com 31 pontos, vindo de quatro derrotas seguidas – a última delas com muita choradeira por conta dos erros do árbitro capixaba Wallace Nascimento Valente.

Com a queda de rendimento do Paraná, o Atlético chegou a ser considerado favorito pela reação que vinha tendo no Brasileiro. Voltou a vencer, jogou bem contra Santos, Fluminense e Ponte Preta, e entrava em um período de calmaria sob o comando de Vadão. Mas aí veio o Botafogo (que já aplicara 4 a 0 no Tricolor) e venceu por 5 a 0, deixando dúvidas na torcida quanto a real capacidade do time.

É um clássico mais do que nunca, sem favoritos.

E, apesar dos últimos maus resultados, um jogo decisivo na trajetória dos dois times no decorrer da temporada – quem se der bem no confronto vai querer fazer bonito contra o River Plate. É com esse adversário que sonham paranistas e atleticanos.

A chance de fazer história no futebol paranaense.