Jogo da vida para o Operário de Ponta Grossa

Às 16h de hoje, o Operário de Ponta Grossa entra em campo para tentar resgatar um feito de quase dez anos atrás. Se vencer o Madureira-RJ no estádio Germano Kruger, pela Série D do Campeonato Brasileiro, o Fantasma estará próximo de um acesso parecido com o que não veio em 1990.

O confronto contra o Tricolor Suburbano do Rio de Janeiro vale vaga na Terceirona do nacional. Porém, na mais emblemática campanha do Alvinegro dos Campos Gerais, o triunfo que poderia ser conquistado era na 1ª divisão do futebol brasileiro. Faltou pouco, pois o Fantasma tropeçou contra Criciúma-SC e Catuense-BA no quadrangular final, perdendo o acesso para o Atlético. “Tínhamos time pra levar essa vaga, mas um pênalti contra a Catuense no primeiro minuto de jogo, e o fato de termos terminado o duelo contra o Criciúma com nove jogadores em campo acabou, derrubando o Operário”, lamenta o radialista Diomar Guimarães, 50 anos, que na década de 1980 chegou a participar da fundação da principal torcida do clube, a Trem Fantasma.

Apesar da vaga na elite não ter vindo, valeu pelo menos o orgulho de uma boa lembrança. “Faltou um ponto, mas do Atlético nós não perdemos”, recorda o presidente do Fantasma na época, Antônio Mikulis, que hoje em dia deixou de ir aos campos de futebol. “Já deu meu tempo. Agora estou aposentado”, brinca, recordando com saudosismo os tempos de Vila Oficinas.

Já sonhando com a possibilidade de reviver os velhos tempos, o atual presidente do OFEC, Carlos Iurk, é pura euforia. “Vou ao jogo com a esposa e três filhos. Todos devidamente uniformizados com o manto sagrado do Operário. Essa oportunidade pode ser única na vida do clube e está aí a nossa chance de entrar na história”, diz.
Para marcar época, o dirigente do Fantasma afirma que são esperados pelo menos 5 mil torcedores no Germano Kruger. “Chegou a hora de a torcida comparecer e empurrar o Fantasma. Essa também é uma forma da torcida premiar os jogadores, que podem ser considerados verdadeiros heróis”, finaliza, querendo literalmente assombrar o Madureira.

Time

Em campo, o técnico Pedro Caçapa vai promover apenas uma mudança no time. O veterano Edenílson está confirmado no ataque, formando dupla com o ídolo Baiano. “O importante é fazer os gols e levar a vantagem”, diz o treinador. A escalação do Operário para encarar o Madureira é a seguinte: Ivan; Leonardo, Rodrigo De Lazzari e Fabiano; Cassiano, Cambará, Diego Zanuto, Edson Grilo e Rogerinho; Baiano e Edenílson.

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