Desculpas. Isso o que o torcedor atleticano mais ouviu nas entrevistas do elenco, após os dois tropeços seguidos no estadual. O pior deles na Arena, quando a equipe não conseguiu fazer valer o fator estádio, a megaestrutura que usufrui e toda a força do nome Atlético para vencer o seu adversário – o Nacional, de Rolândia, clube que briga para se manter na divisão de elite do Paranaense.

As falhas apresentadas pelo time no último sábado à noite, no empate por 2 a 2, todas apontadas pelo técnico Geninho, serão trabalhadas nesta semana, que “caiu do céu” para o Atlético.

Por causa dos jogos da Copa do Brasil -competição em que o Furacão estreia no dia 4 de março, contra o Tocantins (TO) – o elenco terá até sábado para melhorar entrosamento, posicionamento, condicionamento e absorver todas as cobranças do comandante rubro-negro. Por isso é hora de muito suor no CT do Caju e de acertos.

A fase de observações está chegando ao final, no entanto, novos experimentos devem ocorrer, principalmente no meio-campo, que é a grande dor de cabeça do treinador rubro-negro.

O próximo adversário do Furacão é o Paraná Clube, na Arena, no domingo de Carnaval. O zagueiro e capitão Antônio Carlos retorna a titularidade, após cumprir suspensão automática.

Funções

Geninho quer um meio-campo criativo e que, ao mesmo tempo, saiba marcar e ocupar espaço. E como isso está difícil. A fase de alguns jogadores não é das melhores e sem uma boa produtividade dos alas (como ocorre no momento), o sistema 3-5-2 fica prejudicado.

Para dar qualidade ao meio, a tentativa é transformar Ferreira numa espécie de 2.º volante, para jogar ao lado de Marcinho. Mas, apesar do esforço do colombiano e de seu compatriota Valencia, que se desdobra no gramado, o Rubro-Negro deixa muito espaço ao adversário.

Já a colocação de um 2.º volante de origem implicaria na perda de qualquer vestígio de criatividade que há no setor, porque Marcinho e Ferreira brigariam por uma vaga na aproximação ao ataque.

“Está difícil de escalar o time”, deve pensar intimamente o comandante, mas o discurso dele é de total otimismo. “Vamos melhorar. Buscamos o ideal e estamos próximos do momento de manter uma equipe, pois já chegamos a algumas conclusões. A tendência é de a equipe crescer no decorrer das rodadas”, afirmou Geninho.

Opções

No momento, o Atlético não tem 2.º volante à disposição. Zé Antônio está improvisado na direita, por causa da inoperância dos alas, e Chico foi deslocado para a zaga.

Talvez aí esteja mais uma observação para o treinador. Chico como 2.º volante, porque há outros zagueiros de gabarito no elenco e que podem fechar o lado esquerdo.

Cornetadas e palpites são muitos, mas, na verdade, Geninho trabalha com um elenco limitado. E o torcedor está preocupado com o futuro de sua equipe, principalmente porque, com essa base, o Atlético brigou em 2008 para não cair à Série B do Brasileirão, lembrança que ainda está viva na memória e que causa arrepios nos torcedores.

Buscam-se novas alternativas para o Atlético ideal e, entre elas, pode estar a inclusão de juniores no grupo principal. Isso já está sendo cogitado e talvez alguns garotos ganhem suas oportunidades. Mas será essa a solução para o Rubro-Negro voltar a encantar? Parece que o treinador do Furacão também está a procura de respostas.