O presidente de honra João Havelange saiu em defesa do trabalho da Fifa nesta terça-feira e negou qualquer crise na entidade que comandou entre os anos de 1974 e 1998. Para o ex-dirigente, as seguidas denúncias de corrupção são resultado somente da briga pelo poder dentro da cúpula da Fifa.

“Todo mundo procura um erro porque querem sentar naquela cadeira. Se a Fifa estivesse a zero, ninguém a desejaria. Se procuram alguma coisa, é porque se tornou um valor e símbolo a ser seguido”, declarou o brasileiro de 95 anos.

Apesar das suspeitas de corrupção envolvendo os dois candidatos à presidência, Havelange negou que a Fifa esteja enfrentando uma crise. “Você fala em sofrimento, eu falo em alegrias. O que a Fifa tem são 208 filiados, atende a todos. As competições se realizam normalmente e com nível elevado. Houve uma evolução no futebol mundial, sobre todos os aspectos, financeiro, disciplinar e técnico”, disse.

A eleição para a presidência nesta quarta-feira, que integra o congresso realizado em Zurique, terá apenas um concorrente. Prestes a confirmar seu quarto mandado à frente da Fifa, o suíço Joseph Blatter tem o apoio de Havelange, de quem foi braço direito por mais de 20 anos. “Acho que ele como presidente foi excelente e tem de continuar”, afirmou o brasileiro.