O técnico André Jardine assumiu interinamente o São Paulo e, com poucos dias de trabalho, reorganizou a equipe e obteve boa vitória sobre o Santa Cruz, domingo, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado, contudo, não o entusiasma. Confiante em seu potencial, ele espera deixar uma marca no time.

E, para isso, ele pretende moldar a equipe da maneira que considera ideal: atuando com ofensividade e propondo o jogo, conceito um pouco diferente de seu antecessor, o atual técnico da seleção argentina, Edgardo Bauza, que pregava primeiramente a organização defensiva.

“Minha ideia é de sempre propor o jogo, avançar contra o adversário, sem mudar a forma de jogar independentemente do resultado”, explica em entrevista ao site oficial do clube, publicada nesta quinta-feira, acrescentando que a sequência de treinos pode facilitar a mudança de estilo. “A tendência é melhorar e ter tranquilidade pra executar aquilo que a gente imagina que seja o melhor pro time.”

Para Jardine, o São Paulo chegou perto do ideal em alguns momentos durante a vitória sobre o Santa Cruz por 2 a 1. Mas deixou a desejar, sobretudo, quando recuou após marcar o primeiro gol.

“Temos um pontapé inicial que foi muito bom pelo pouco tempo que tivemos para trabalhar, mas fiquei satisfeito porque vi uma equipe, principalmente quando o jogo estava 0 a 0, que propôs o jogo o tempo todo, que queria o resultado”, avalia. “Acabamos fazendo 2 a 0 num contra-ataque, mas com certeza não fico satisfeito na ideia de fazer um gol e recuar, passar a defender.”

Jardine terá a oportunidade de testar seus conceitos no domingo, na primeira rodada do segundo turno do Brasileirão, quando o São Paulo recebe o Botafogo no Morumbi.