Ciciro Back
Alemão, do J. Malucelli,
não deu trégua para Peabiru.

Faltou futebol e sobrou confusão no empate de 1 a 1 entre J. Malucelli e Adap Galo, ontem à tarde, no Xingu. O jogo foi truncado e com número excessivo de faltas – 56 no total. Um lance polêmico a favor do time de Maringá determinou o resultado e gerou indignação nos jogadores, comissão técnica e torcedores do Jotinha. Os gols foram marcados no 2.º tempo. Alemão abriu o placar aos 28 minutos. Na saída de bola, o Galo empatou com o volante Doriva. O Adap continua invicto e no topo da tabela com 12 pontos.

Desde o início o clima estava tenso em campo. Os jogadores erravam muitos passes e a briga pela posse da bola era constante. Qualquer tentativa de criar uma jogada mais elaborada era encerrada pelo adversário com falta. O Jotinha teve uma baixa logo no 1.º minuto da partida. O lateral-esquerdo Fábio Alves sofreu uma lesão muscular e deixou o campo. Em seu lugar entrou Murilo.

Diante do jogo brigado, a única maneira de as equipes chegarem ao gol adversário era em cobranças de bola parada. Nesse quesito, o Galo levava a melhor com os chutes de Barbieri. A única boa jogada trabalhada pelas equipes foi do Jotinha, aos 29. Aos 42, numa jogada rápida de contra-ataque o Adap fez o seu gol com o atacante Adriano, mas o assistente marcou impedimento.

O 2.º tempo seguiu o roteiro apresentado na etapa anterior. O Jotinha voltou melhor e começou a tocar mais a bola, porém não conseguiu criar lances de perigo. Por causa das divididas mais ríspidas, os cartões começaram a pipocar. Em toda a partida, o árbitro aplicou nove cartões amarelos e expulsou o técnico do Adap Itamar Bernardes. Marcelo Peabiru foi excluído da partida por receber dois amarelos.

O gol do Jotinha nasceu exatamente de uma cobrança de falta, na intermediária. Alemão bateu, buscando o desvio de algum companheiro. No entanto, a bola passou por todos, inclusive pelo goleiro Vilson.

Enquanto jogadores do J. Malucelli comemoravam, os adversários deram saída rápida, com a autorização do árbitro, e surpreenderam a defesa do Jotinha, toda desorganizada. Doriva recebeu a bola no lado esquerdo, invadiu a área e fuzilou na saída de Luís Gustavo. O lance gerou muita reclamação dos jogadores e comissão técnica do Caçula. A argumentação é que os jogadores ainda estavam comemorando o gol, no campo do adversário, quando o árbitro autorizou a saída de bola. A partida ficou paralisada por três minutos.

Ninguém gostou do apito


Devido a pressão de jogadores e comissão técnica, o árbitro Edemar Paris e seus auxiliares saíram de campo sob escolta policial. Enquanto se dirigiam ao vestiário foram saudados pelos torcedores com palavrões e copos de água. O fotógrafo Ciciro Back flagrou o momento em que o presidente de honra do Jotinha, Joel Malucelli, se descontrola e de dentro de seu camarote esbraveja e arremessa um copo de água em direção ao campo.

A arbitragem foi duramente criticada pelos dois times, principalmente em suas óticas, por deixar de marcar e inverter faltas. Assim que apitou o final da partida, o árbitro Edemar Paris foi cercado por jogadores do Jotinha e pelo técnico Ricardo Pinto, que queriam explicações sobre o gol do Adap Galo. ?Ele (juiz) deveria ter invalidado o gol. É um desrespeito à regra?, disse o técnico. A reclamação de Ricardo é porque o árbitro teria recomeçado a partida, após o gol do Caçula, com os jogadores do seu time ainda comemorando no campo do adversário, o que seria incorreto.

Já o time de Maringá esbravejava pela expulsão do técnico Itamar Bernardes e de Marcelo Peabiru, num lance bobo onde teria segurado o zagueiro. ?Não entendi a minha expulsão, mas valeu (resultado) pela eterminação do grupo?, afirmou o atacante.