Momentos depois de Maria Sharapova revelar em entrevista coletiva que foi notificada pela Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) por ter sido flagrada em um exame antidoping, a própria entidade se manifestou sobre o caso. Em comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira, confirmou que a russa testou positivo para uma substância proibida durante o último Aberto da Austrália e decretou sua punição momentânea.

“A senhora Sharapova estará provisoriamente suspensa com efeito a partir de 12 de março, esperando pela decisão do caso”, confirmou a ITF, que, no entanto, não especificou quando o caso da russa será julgado.

A própria Sharapova revelou nesta segunda que testou positivo para a substância Mildronato, um moderador metabólico. Ela assumiu responsabilidade pelo incidente, garantiu que fazia uso do elemento já há um longo período e que não sabia que ele havia sido proibido recentemente.

“No dia 26 de janeiro de 2016, a senhora Sharapova proveu uma amostra ao antidoping por sua participação no Aberto da Austrália. A amostra foi analisada pela Agência Mundial Antidoping (Wada), que retornou com resultado positivo para Mildronato, que é proibido segundo o Código da WADA e do Programa Antidoping do Tênis (TADP). A senhora Sharapova aceitou o resultado da coleta”, explicou a ITF.

A própria Wada se manifestou sobre o caso e confirmou que a substância citada entrou mesmo na lista das proibidas em 2016. “Podemos confirmar que o Mildronato foi adicionado à lista de substâncias proibidas de 2016, que entrou em vigor em 1.º de janeiro de 2016, tendo ficado sobre um programa de monitoramento em 2015. O Mildronato foi adicionado por causa da evidência de seu uso por atletas com a intenção de melhorar o desempenho”, disse em nota.

Como era de se esperar, a WTA também se posicionou sobre o doping de uma de suas principais estrelas. Além de número 7 do mundo, Sharapova é uma das tenistas de maior sucesso do século XXI e possui diversos fãs pelo mundo, até por seu apelo comercial fora das quadras.

“Estou muito triste por ouvir está notícia sobre a Maria. Maria é uma líder e sempre soube que é uma mulher com grande integridade. Ainda assim, como ela bem sabe, é responsabilidade de cada jogador saber o que coloca em seu corpo e se é permitido. Este problema está agora nas mãos do TADP e seus procedimentos padrões. A WTA apoiará as decisões encontradas durante o processo”, garantiu o CEO da WTA, Steve Simon.