O técnico italiano Cesare Prandelli usou a presença das famílias dos jogadores na concentração para tentar recuperar psicologicamente um grupo que ficou abalado pela derrota para a Costa Rica. No sábado à noite, ele autorizou os parentes e amigos que estão no Hotel Pestana – o mesmo da delegação em Natal – a jantar junto com o elenco. Isso ainda não tinha acontecido no Brasil, porque a equipe sempre faz suas refeições num restaurante exclusivo.

A iniciativa do treinador foi muito bem recebida pelos jogadores. O goleiro Buffon, por exemplo, teve a chance de jantar com os dois filhos – que chegaram quinta-feira passada ao Brasil com Alena Seredova, a mulher de quem o jogador se separou há poucos meses. Os que não são casados estavam com as namoradas, enquanto Balotelli, sempre ele, é o que tinha mais convidados à mesa. Além da noiva Fanny Neguesha, que chegou antes da partida de estreia na Copa do Mundo, estavam presentes seu irmão e mais quatro amigos (o atacante gastou 18 mil euros, o equivalente a R$ 54 mil, para bancar a viagem dos quatro felizardos).

Em entrevista na manhã deste domingo, Buffon comentou as críticas que têm sido feitas por alguns veículos de comunicação italianos à “concentração aberta”, relacionando a má atuação da equipe contra os costarriquenhos ao fato de o time estar se hospedando no mesmo hotel de parentes e amigos em todas as cidades por onde passa no Brasil.

“Nem vale a pena falar muito sobre essa bobagem. Ano passado ficamos em terceiro na Copa das Confederações com esse mesmo modelo de concentração e o que se dizia é que o fato de termos ficado perto da família havia sido algo positivo, mas agora, por causa de uma derrota, se diz o contrário. O que posso dizer é que somos profissionais responsáveis e amamos a camisa da seleção”, afirmou o goleiro e capitão da Itália.