A Itália faz neste domingo em Volta Redonda (RJ), às 17h30, a sua última partida antes de enfrentar a Inglaterra, no próximo sábado, em Manaus, pela primeira rodada da Copa do Mundo. E o “sparring” não será outra seleção, mas sim o Fluminense, atual vice-líder do Campeonato Brasileiro e em plena forma física.

O técnico Cesare Prandelli sabe que o jogo representa um risco para a já arranhada imagem de sua equipe, que não vence há sete partidas e no último amistoso antes do embarque para o Brasil não foi além de um vexatório empate em casa com Luxemburgo por 1 a 1, mas garante não estar nem aí para as críticas que podem ser despejadas sobre sua cabeça se o resultado for ruim.

Para ele, o mais importante será observar a movimentação dos jogadores dentro do sistema tático escolhido para a disputa do Mundial – o 4-5-1. Na última sexta-feira, em sua primeira coletiva em Mangaratiba (RJ), ele já tratou de dizer que não se deve esperar uma atuação entusiasmante de sua equipe. Muito pelo contrário.

“Provavelmente não jogaremos bem e podemos fazer um papelão como o do ano passado contra o Haiti antes da Copa das Confederações (empate por 2 a 2, em São Januário). Os jogadores estão cansados, ainda precisamos nos adaptar ao fuso horário (a diferença para a Itália é de cinco horas) e o Fluminense faz um bom Campeonato Brasileiro”.

Prandelli está convencido de que para superar as dificuldades impostas pelas condições climáticas que a “Azzurra” vai enfrentar (na primeira fase jogará em Manaus, Recife e Natal, com partidas começando no temido horário das 13 horas nas duas últimas rodadas) será preciso ter uma equipe compacta, com mais posse de bola do que o adversário, e com jogadores em ótima condição física. Daí a aposta por uma formação com cinco meio-campistas que sabem fechar os espaços e têm qualidade técnica suficiente para não rifar a bola.