O reflexo da pandemia de Covid-19 no futebol paranaense ficará ainda mais evidente a partir do retorno ao treinamentos – liberados nessa segunda-feira (25) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Todos os clubes do Interior reduziram o tamanho de seus elencos durante a paralisação, especialmente aqueles que não têm calendário para 2020 além do próprio Estadual.

O maior afetado é o Rio Branco, de Paranaguá. Sétimo colocado na primeira fase do campeonato, o Leão da Estradinha tinha 30 jogadores contratados para disputa. Na volta aos treinos, cuja data ainda é estudada pela diretoria, no máximo 18 vão se reapresentar.

“Entre 16 e 18 voltam. Sem condição de repatriar todos”, admite o presidente do Conselho Deliberativo do Rio Branco, Itamar Bill. Os salários dos dispensados giravam, em média, entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

No Cianorte, o cenário de saídas é parecido. O Leão do Vale do Ivaí, que deve voltar aos treinos na próxima segunda-feira, permaneceu com 19 atletas, dez a menos do que no cenário pré-pandemia.

“Gostaríamos muito de continuar com eles, mas não foi possível renovar os contratos que venceram. Muita insegurança”, resume o presidente Lucas Franzato, que citou uma queda drástica de receitas no clube.

Desde o fim março, após o DAZN suspender os pagamentos, os times estão sem cotas de transmissão. Ao todo, cada equipe deveria receber aproximadamente R$ 370 mil líquidos pelo contrato da temporada. Sem jogos, os dirigentes também não contam com o dinheiro de bilheteria.

Com calendário garantido na Série D 2020, o Cascavel FC conseguiu minimizar as dispensas. “Voltamos quase com o mesmo time, só liberamos dois jogadores reservas que tinham contratos vencendo no mês de abril”, conta o presidente Valdinei Silva.

O Londrina, que jogará a Série C nesta temporada, manteve um plantel grande. Mesmo assim, dispensou sete nomes, passando de 39 para 32 jogadores. “Não renovamos porque não teríamos interesse para o restante do ano. Eram apostas apenas para o Paranaense. Fora isso, rescindimos com alguns que teriam contratos vencendo em junho”, diz o gestor do Tubarão, Sergio Malucelli, que discorda da liberação dos treinos neste momento.

“Eu acho precipitada esta volta. Não concordo e não vamos voltar nesta semana. Vamos aguardar. Acho que deveríamos saber quando volta o Brasileiro para poder retornar”, opina.

O Operário, que disputará a Série B pelo segundo ano seguido, perdeu três atletas: o atacante Bruno Batata, o zagueiro Douglas Nascimento e o lateral-direito Pablo. No entanto, contratou o meia Thomaz, deixando o plantel com 29 opções para o técnico Gerson Gusmão. Os treinos do Fantasma devem ser reiniciados nesta quarta-feira (27), segundo o presidente do conselho gestor, Álvaro Góes.


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