Claudinei Oliveira preferiu elogiar o volume de jogo e o grande número de oportunidades de gols que o Santos criou no segundo tempo, depois de estar vencendo por 2 a 1, a lamentar o empate por 2 a 2 contra o Coritiba, neste domingo à tarde, na Vila Belmiro. O resultado interrompeu a sequência de três vitórias seguidas do time santista.

“Vou ver o teipe, mas deu para sentir que foi um jogão. Poderíamos ter vencido se aproveitássemos as chances de gols, porém é preciso reconhecer que o goleiro adversário fez grandes defesas e que bola na trave é erro. Além disso, o Coritiba jogou melhor no primeiro tempo e tem o Alex, que dispensa comentários. É o melhor jogador em atividade no Brasil após as saídas de Neymar e Paulinho. Sempre acha um espaço vazio para jogar”.

De interino, Claudinei já passou a ser chamado de treinador emergente. Após o jogo, ele concordou com as declarações de Léo de que o novo Santos já é uma realidade e que não é preciso mais passar por testes. “Embora sempre seja preciso mostrar mais alguma coisa, Léo está certo. Empatamos com o Grêmio no dia seguinte ao início do meu trabalho e com apenas 30 minutos de treino, perdemos do Criciúma porque quisemos ganhar, em vez de fechar o time e procurar sair no contra-ataque. Depois, em cada vitória do time sempre tinha um ‘mas’. Ganhamos do Atlético-MG, mas disseram eles estavam desinteressados e jogaram sem cinco titular. Contra o Corinthians jogaram sem oito titulares e ganharam o jogo. Ganhamos do São Paulo, mas foi porque o adversário estava em crise. Depois foi a Portuguesa, mas disseram que Aranha pegou muito. Temos que trabalhar para eliminar esse ‘mas'”, disse.

Claudinei repetiu que pensa jogo a jogo e prevê mais dificuldades nesta semana em razão da partida de volta contra o Crac, quarta-feira à noite, em Catalão, Goiás, pela Copa do Brasil (o resultado do jogo de ida foi 1 a 1, na Vila Belmiro) e frente à Ponte, sábado à noite, em Campinas.

CONFRONTO – A Polícia Militar teve muito trabalho para dispersar torcedores do Santos e do Coritiba que se enfrentaram, usando pedras e pedaços de paus, nas ruas no entorno da Vila Belmiro, após o jogo. De acordo com os policiais, dois torcedores foram presos e levados para o 7.º Distrito Policial, e algumas crianças sofreram escoriações leves e se sentiram mal em razão das bombas de efeito moral usadas durante a confusão.

O ônibus com os jogadores do Santos ficou retido na Rua Tiradentes por aproximadamente 45 minutos. O confronto começou logo após o término da partida em razão de torcedores do Coritiba que lotavam dois ônibus e não tinham ingressos, terem ficado do lado de fora e cruzaram com os santistas, que saíam do estádio.