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Perdigão é o mais cotado para entrar no meio-de-campo do Inter.

Porto Alegre – O Internacional será um time cauteloso contra o Libertad, do Paraguai, hoje, no Estádio Beira-Rio, em partida que decide uma vaga na final da Copa Libertadores. Mesmo jogando em casa, com a força de 56 mil torcedores, e gostando de atacar, o técnico Abel Braga quer evitar que o adversário marque o primeiro gol, situação que colocaria seu time na obrigação de virar o placar. ?Isso seria catastrófico?, admite o treinador, referindo-se ao desespero que poderia tomar conta de seus jogadores com o passar do tempo.

Como sabe que o Libertad virá retrancado, apostando na retomada de bola e nos contra-ataques, Abel entende que o Internacional não deve dar espaços aos paraguaios.

Ao mesmo tempo, terá de ter paciência até encontrar o caminho do gol. Se o empate por 0 a 0 do primeiro jogo se repetir, a vaga será decidida nos pênaltis. Qualquer empate com gols classifica o Libertad.

A anunciada cautela é a única pista do que o técnico está armando para o jogo. Abel aproveita a ausência do meia Tinga, ainda não recuperado da lesão muscular que o afastou do jogo de Assunção, para confundir qualquer observador do Libertad. O primeiro candidato à vaga seria Perdigão, recuperado de um problema ocular causado por uma bolada. O segundo seria Michel, que tem treinado bem na função. Com qualquer um dos dois o esquema seria o 4-4-2. Mas o treinador pode optar por Wellington Monteiro como volante ou zagueiro e partir para o 3-5-2. Para a outra substituição, Abel não faz mistério. Ceará entra no lugar do lateral-direito Elder Granja, contundido.

A cautela colorada é justificável. Um outro time paraguaio já estragou duas festas dos gaúchos jogando em Porto Alegre. Em 1989 o Olímpia eliminou o Internacional. Em 2002 interrompeu a trajetória do Grêmio. Nas duas vezes os jogos valiam vaga à final da Libertadores e foram decididos nos pênaltis.