O italiano Flavio Briatore terá de esperar para saber se poderá continuar como acionista e dirigente do Queens Park Rangers, time da segunda divisão da Inglaterra. Ele seria julgado nesta quinta-feira pela Football League, que comanda as divisões inferiores do esporte no país, mas a entidade adiou o julgamento.

O estatuto da Football League prevê que os dirigentes e acionistas de clubes tenham bons antecedentes. A entidade recebeu recentemente um dossiê da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e por isso decidiu julgar se o italiano tem condições de ser proprietário de um clube de futebol.

“Depois de considerar todas as informações contidas no dossiê, e a fim de dar sequência ao processo, nossa diretoria interrogará o senhor Briatore antes de fazer qualquer tipo de julgamento ou comentário”, disse a Football League em nota oficial.

Briatore está banido da Fórmula 1 e de todos os eventos organizados pela FIA, depois de ter sido considerado o principal responsável pela farsa da Renault no GP de Cingapura de 2008. Ele arquitetou um acidente proposital de Nelsinho Piquet, a fim de ajudar o espanhol Fernando Alonso na corrida.

No Queens Park Rangers, Briatore é sócio de Bernie Ecclestone – dono dos direitos comerciais da Fórmula 1 – e do magnata indiano Lakshmi Mittal. O italiano também é presidente da QPR Holdings, que controla o clube, e diretor do conselho deliberativo.