Apesar do discurso de conformismo, adotado logo após a votação para a presidência da Federação Paranaense de Futebol, a chapa de Rafael Iatauro vai tentar anular na Justiça o resultado das urnas.

Aliados do candidato derrotado reuniram-se ontem à tarde e descreveram uma série de supostas irregularidades cometidas pelo vencedor do pleito, Hélio Cury. Uma delas teria sido o credenciamento de 15 centros de treinamento que não teriam direito a voto. O Bacacheri E.C., time amador que não disputa a Suburbana, também teria participado de maneira incorreta.

Outras reclamações foram quanto ao impedimento de Iatauro entrar no local de votação, à suposta vigilância de adeptos de Cury no momento do voto e ao não-credenciamento de ligas que teriam vinculação com Iatauro. O sumiço de um processo da 7.ª Vara Cível, no qual nove ligas tentavam obter permissão para votar, também foi questionado.

O secretário-chefe da Casa Civil acredita que o fato de ter deixado o local de votação, logo após um empurra-empurra com seguranças, lhe tirou alguns votos. Os eleitores teriam relacionado a ausência do candidato a uma possível desistência.

Coordenadores da campanha de Iatauro cogitaram empurrar a contestação judicial para Moacir Peralta candidato que não recebeu nenhum voto -para evitar desgaste ao secretário-chefe a Casa Civil. A possibilidade, porém, não vingou, e um dos vices da chapa de Iatauro deve ajuizar hoje ou amanhã uma ação pedindo a anulação do pleito. O estatuto da FPF dá prazo de cinco dias para contestação do resultado.

O assessor jurídico da FPF, Juliano Tetto, afirmou que a entidade aguarda notificação oficial antes de se manifestar sobre as denúncias. ?Mas consideramos inviável o pedido de nulidade vingar, pois a parte que se sentir prejudicada dificilmente conseguirá reverter a diferença da votação?, falou o defensor. Cury foi eleito com 66 votos, contra 27 de Iatauro.