Vencer a qualquer custo é palavra de ordem para Atlético e Fluminense, equipes que lutam desesperadamente para se safarem do rebaixamento. E no confronto de amanhã, às 18h20 na Arena, o setor ofensivo terá papel determinante. No entanto, para desequilibrar, os ataques têm que voltar a funcionar.
O Furacão detém o pior da competição com 27 gols e média inferior a um por jogo. O Tricolor das Laranjeiras marcou 33 vezes e tem média um pouco melhor: 1,1 gol por partida.
Assim, os olhares estarão voltados aos dois comandantes de ataque de seus respectivos times que, por coincidência, têm história no clube rival e travarão um esperado duelo.
Pelo lado rubro-negro, Rafael Moura, que ainda é dúvida, quer dar continuidade à seqüência de gols que conseguiu antes de se contundir. Ele atuou no Fluminense, em 2007, inclusive contra o Furacão na Copa do Brasil. Não teve passagem muito marcante e, posteriormente, se transferiu para o futebol francês.
Já pelo lado Tricolor estará um ídolo atleticano, o atacante Washington que pela 1.ª vez enfrentará seu ex-clube na Arena. O camisa 9 é o artilheiro da equipe carioca no campeonato com 14 gols.
Mas foi com a camisa do Furacão, em 2004, que ele entrou para a história do Brasileirão ao tornar-se o maior artilheiro da competição até os dias de hoje com 34 gols.
Também foi o clube paranaense que apostou no atleta após exames detectarem problemas cardíacos que quase interromperam a carreira do jogador. Após a recuperação, Washington brilhou e como reconhecimento ganhou da torcida rubro-negra o apelido de “Coração Valente”.
Desafio
Rafael Moura ainda está longe de se tornar um ídolo no Furacão, mas trabalha muito para isso. Nos dois últimos jogos que participou, He-Man deixou sua marca contra Coritiba e Chivas (México). Ontem, ele participou do coletivo na Arena, porém não foi confirmado para o jogo. Ele será reavaliado hoje.
O centroavante comentou que é grande a vontade de atuar e que considera o duelo de amanhã especial. “Gostaria muito de jogar. O Fluminense é uma equipe que atuei e tenho muito respeito. Mas o Atlético precisa da força máxima nesse momento”, afirmou.
Para vencer o adversário, Rafael diz que é preciso ter calma e demonstrar força atuando na Arena. “Essa nossa união tem que se transformar, dentro de campo, em garra e determinação. O fator principal tem que ser o “algo a mais”, o famoso jogar 110%”, ensinou.



