Assim que terminou a segunda sessão de treinos livres para o GP da Hungria, ontem, Felipe Massa e Kimi Raikkonen se reuniram com os técnicos da Ferrari para entender o que está acontecendo com os carros vermelhos. E não saíram muito animados do encontro.

“Acendeu a luz amarela”, disse o brasileiro, vice-líder do Mundial, sexto colocado no treino, a 0s456 de Lewis Hamilton, o mais rápido do dia. “Precisamos compreender por que está faltando velocidade. Não é o caso de desespero, ainda, mas temos de buscar soluções.”

Hamilton fez a melhor volta da sexta-feira em 1min20s554 e só teve perto dele um surpreendente Nelsinho Piquet, segundo colocado a 0s194 de distância com seu Renault, e Heikki Kovalainen, seu companheiro na McLaren. Fernando Alonso foi o quarto. Só então apareceram os rivais da Ferrari, quase meio segundo atrás.

“Eles estão muito rápidos”, constatou Massa. “Não me senti confortável com os pneus mais macios e talvez a gente tenha de se classificar com os mais duros. Vai ser difícil, mas faremos de tudo para conseguir um bom resultado”.

Raikkonen não jogou a toalha, mas também não mostrou muito entusiasmo. “Temos espaço para melhorar um pouco, ainda, mas nossos rivais estão mais rápidos do que nós”, reconheceu.

Do lado de lá da trincheira, a McLaren era só alegria. “Foi a primeira vez que usei nosso novo pacote aerodinâmico, e funcionou muito bem. O carro melhorou demais e isso nos deixa muito otimistas”, falou Hamilton, que no ano passado venceu em Budapeste, partindo da pole – depois que seu então companheiro Alonso, que fora o mais rápido na classificação, foi punido pelos comissários esportivos. Ele lidera o campeonato com 58 pontos, quatro à frente de Massa e com sete de vantagem para Raikkonen, seus mais diretos perseguidores.

O treino que define o grid de largada acontece hoje a partir das 9h de Brasília e Hamilton, pelo que mostrou até agora, é o franco favorito à pole. A Ferrari, além de brigar com os prateados da McLaren, ainda será assediada pela Renault, que começou bem o fim de semana e costuma andar bem na pista travada e sinuosa de Hungaroring. O GP da Hungria, 11.ª etapa do mundial, terá sua largada amanhã às 9h.

Segundo, Nelsinho renasce

Nelsinho Piquet diz que o resultado de Hockenheim, um surpreendente segundo lugar, não mudou nada em sua vida. E que está tudo normal na equipe. Mas não é bem assim.

O brasileiro da Renault recuperou a autoconfiança e a prova disso foi o ótimo desempenho nos treinos de ontem. Fechou o dia na segunda colocação, atrás apenas de Lewis Hamilton.

“Correu tudo bem e o carro reagiu bem às mudanças que fizemos. É uma pista dura, cansativa, mas eu gosto do circuito e espero que tudo continue bem”, falou. A Hungria é um país que traz boas lembranças a Piquet Jr. Em 2006, na GP2, ele teve seu melhor desempenho na carreira, ganhando as duas corridas, fazendo a pole na primeira e cravando a melhor volta em ambas, conseguindo, assim, o máximo de pontos possíveis numa rodada dupla da categoria.