Zagueiro rubro-negro não gostou de ser
colocado na “cerca”. Ele conversou com
seu procurador e pode até ser negociado.

A fumaça insiste em não baixar no CT do Caju. Desta vez, foi o zagueiro Gustavo que não gostou nada de ter sido barrado pelo técnico Gílson Nunes para a partida contra o Figueirense.

Ele aceitou a posição do treinador, que apenas lhe ofereceu um lugar no banco, mas preferiu nem ser relacionado para este jogo. Justamente quando ele começa a retomar a forma, é preterido em função de outros companheiros que não têm a sua história dentro do Atlético. Indignado, ele entrou em contato com seus procuradores e pode até deixar o clube.

A posição do zagueiro remete ao início da temporada, quando o Rubro-Negro e o jogador negociaram a renovação de contrato. Várias equipes estavam dispostas a contratar o atleta, mas os dirigentes não liberaram um dos heróis da torcida. “Eles me disseram que iriam me aproveitar e eu não queria sair. Mas, se eu soubesse que iria acontecer uma situação dessas eu teria ido para uma equipe em que pudesse atuar”, desabafa.

O problema, segundo Gustavo, é que ele esperou uma chance de atuar (estava à disposição desde a partida contra o Gama) e, quando ela chega, logo a perde. “Eu fui paciente, esperei a minha chance, agüentei até os 20 minutos do segundo tempo contra a Lusa e fazendo marcação individual”, explica. Agora, quando daria seqüência no time, é sacado em função da volta de Rogério Correia e da manutenção de Wellington Paulo. “Eu tenho um carinho muito grande pelo Atlético, pelos anos de clube, pelos títulos conquistados, pelas infiltrações, pela seleção que eu perdi…”.

Por seu lado, o técnico pediu que o jogador esquecesse essa vaidade. “Coloquei para ele se ele queria seguir no grupo ou ficar para se recondicionar fisicamente, mas ele disse que queria se recondicionar nos jogos”, apontou. Nunes explicou que sacou Gustavo devido a volta de Rogério Correia, que havia cumprido suspensão automática. A justificativa não agradou o zagueiro. “Ficar fora do grupo não tem problema nenhum, só faltam oito partidas. Além disso, agora não é mais momento de parte física, o que me falta é ritmo de jogo”, retrucou.

Transtornado, ele chegou em casa e ligou para São Paulo para conversar com seu procurador Marcel Figer. No entanto, ele não quis adiantar se continua treinando ou deixa o Rubro-Negro. “Estou conversando com o meu procurador e não sei nem o que vai acontecer amanhã (hoje)”, revela. O contrato do zagueiro com o Furacão vai até julho do ano que vem e seu passe pertence ao Rentistas do Uruguai.

Rogério Correia volta à posição

O zagueiro Rogério Correia, do Atlético, volta à equipe após cumprir suspensão automática e espera que o time volte ao trilho normal após cinco jogos sem vitória. Será sua primeira oportunidade de atuar no esquema 3-5-2, que fez sucesso no ano passado sob o comando do técnico Geninho. Em entrevista à Tribuna, o zagueiro afirma que só está faltando um pouco de sorte para a recuperação no Campeonato Brasileiro.

Paraná-Online

– O que o time tem que fazer lá em Florianópolis para reverter a má fase?

Rogério Correia

– Continuar do mesmo jeito. Trabalhando e continuando desse jeito a gente vai mudar a fase. Pelo o que eu vi no jogo, a nossa equipe se postou bem, marcou bastante, mas num erro de arbitragem acabou complicando para a gente. Então, a gente fez o papel certo, só faltou um pouquinho de ajuda e na próxima partida espero que seja diferente.

Paraná-Online

– Essa volta ao 3-5-2 vai ajudar a equipe?

Rogério Correia

– O Atlético sempre jogou bem desse jeito e também no 4-4-2. Acho que essa volta, por essa partida, mostrou que o time está bem acostumado a jogar assim e espero que a gente tenha mais sorte.

Paraná-Online

– Você prefere jogar assim?

Rogério Correia

– Por mim, tanto faz. O jeito é saber a marcação, saber o que tem que fazer, que é totalmente diferente. A gente fazendo isso, nós vamos conseguir as vitórias.