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De Letra

Guerra na final do paulista

  • Por Agência Estado

Nada mais coerente para uma competição que nasceu desmoralizada (com apenas 12 datas), sem comando (o presidente está licenciado) e bagunçada (basta lembrar a confusão sobre direitos de transmissão) do que chegar à final cercada de polêmica! A algumas horas do início da primeira partida contra o São Paulo, pela decisão do campeonato paulista, o Corinthians oficializou ontem pedido para que o Comitê Executivo da entidade se reúna para definir de qual clube é a vantagem.

Com a medida, os dirigentes corintianos, ao mesmo tempo que defendem seus interesses de forma legal, lançaram a federação em uma verdadeira saia-justa. Explica-se: independe de o regulamento estar mal redigido (consenso entre os implicados) e, assim, permitir mais de uma interpretação, a atitude do presidente da entidade, Eduardo José Farah, que atestou aos são-paulinos a vantagem, é inconsistente. Ou seja, não poderia ter sido feita dessa forma. “Está no regulamento que qualquer dúvida e interpretação sobre o mesmo deve ser tomada em reunião do Comitê Executivo”, afirmou o vice de futebol do Corinthians, Roque Citadini. “É isso que pedimos.”

Chega-se, então, a um impasse. A tendência é que a federação faça de tudo para impedir que tal encontro ocorra. A justificativa é simples: se o Comitê Executivo se reunir, existe a possibilidade de a decisão ser contrária à de Farah, resultado que desmoralizaria o presidente publicamente. E mesmo que seja favorável, os integrantes do grupo teriam de justificá-la. Em outras palavras, de certo mesmo, só o constrangimento, já que a entidade, agora, terá de se pronunciar oficialmente sobre o pedido. “Se o comitê não se reunir, haverá uma grave quebra regimentar”, observou o dirigente corintiano.

Show de horrores

Não bastasse toda celeuma sobre o assunto, Citadini e o presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, protagonizaram um debate repleto de argumentações, no mínimo, absurdas, na Rádio Jovem Pan. Resultado: brotam aberrações.

A principal delas se deu no momento em que os dois discutiam sobre a necessidade de o comitê se reunir antes do jogo de domingo. Tanto Citadini quanto Gouvêa concordaram que não se tratava de um procedimento essencial, já que a primeira partida “não vale nada”. Quando questionados sobre o desrespeito ao torcedor, que pagará ingresso sem saber exatamente o que está acontecendo, houve desdém. “O que vale é o segundo jogo”, repetiram.

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