Há quase quatro meses no comando do Bayern de Munique, o técnico Pep Guardiola fez um balanço do desempenho do time até aqui, em entrevista à revista oficial do clube. E o espanhol não escondeu a surpresa pela velocidade com que os jogadores assimilaram sua filosofia de jogo, que fez sucesso e marcou época no Barcelona entre 2008 e 2012.

Conhecido por ser um técnico extremamente ofensivo e valorizador da posse de bola, Guardiola fez diversas mudanças no Bayern, mesmo com o sucesso da equipe na última temporada, quando se sagrou campeã da Liga dos Campeões. Apesar das alterações, o treinador avaliou que o time alemão já alcançou um “nível muito, muito alto”.

“Posso dizer honestamente que estou surpreso com a rapidez com que os jogadores assimilaram minhas ideias. Eu pensei que precisaríamos de mais tempo para isso, mas o nível já é muito, muito alto. Claro, nem todos os jogadores conseguiram assimilar completamente, mas após a conclusão deste começo de trabalho posso dizer que estou satisfeito com o que mostramos em campo”, disse.

O bom desempenho deste início de temporada já rendeu boas exibições, como nas vitórias sobre o Manchester City, pela Liga dos Campeões, e o Bayer Leverkusen, pelo Campeonato Alemão. O Bayern, aliás, lidera o campeonato nacional e seu grupo no torneio continental, mas para Guardiola mais importante do que isso é o que a equipe apresenta em campo.

“Para mim, pessoalmente, não é muito importante, em outubro, estar no topo da tabela, mas que é claro que é sempre bom estar em primeiro lugar. A questão do momento é que nós encontramos o nosso estilo de jogo. Estamos em um processo, e já alcançamos performances em bom nível contra o Manchester City e o Bayer Leverkusen. Agora queremos manter isso para as próximas semanas”, comentou.

Apesar de elogiar seus comandados e as últimas atuações da equipe, Guardiola deu um aviso aos jogadores. “Só vamos lutar por títulos no final da temporada se os jogadores aceitarem minhas ideias. Caso contrário, vamos ter problemas. Sou um grande amigo dos jogadores quando aceitam o que eu digo. Mas quem não entender vai sentar no banco.”