A chapa “Paixão pelo Furacão” divulgou ontem seu plano de ação para o triênio 2012-2013-2014, caso seja eleita pelos atleticanos. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes no primeiro evento oficial do grupo, que é liderado por Ênio Fornéa e Diogo Fadel Braz e conta com o apoio dos ex-presidentes Valmor Zimermann, Marcos Coelho, Guivan Bueno, João Augusto Fleury da Rocha e Ademir Adur.
O grupo promete renovar o departamento de futebol, criar uma nova geração de conselheiros e acima de tudo dar respostas sobre as obras na Arena da Baixada. Mário Celso Petraglia, comandante do grupo opositor, não foi poupado na apresentação da chapa. Na apresentação, Ênio Fornéa afirmou que não quer o poder centralizado numa única pessoa ou a perpetuação do poder no Atlético.
Hoje, uma das preocupações da “Paixão pelo Furacão” está relacionada com os valores e o cronograma da obra na Arena da Baixada, que estão nas mãos de Petraglia. Segundo eles, o clube corre risco por não ter acesso aos dados. Experiente, por ter participado das duas etapas anteriores da construção do estádio – em 1997 e em 2009 -, Fornéa teme que se repita o problema de majoração dos custos da obra.
Em 1997, quando o estádio foi demolido, o orçamento era de US$ 15 milhões e acabou custando US$ 28 milhões. “Por que o Atlético tem que correr o risco de estar numa empreitada dessa sem saber o quanto ela vai custar? Eu não dou a minha casa para meu irmão fazer se ele não falar quanto custa. O Atlético deveria partir para uma coisa com pé no chão. Não que eu não acredite que ele não vá cumprir, mas é um risco que o Atlético não precisa correr”, disse, prometendo apoiar o projeto, sem criar empecilhos, se for eleito.
Quanto ao futebol, a dupla admite que a situação não foi nada boa na gestão da qual ambos fizeram parte. A dupla não se rotula como situação nem oposição, mas reconhece que fez parte do grupo comandado pelo presidente Marcos Malucelli -que apareceu no final do evento -, ressaltando que foram e são contrários à sua maneira de gerir o de futebol.
Segundo a “Paixão pelo Furacão”, o futebol será comandando por um grupo de conselheiros ligados a um gerente e um diretor de futebol. Todas as decisões serão tomadas em conjunto. Sob esta ótica, a chapa quer fazer toda a sua administração. “Esta gestão compartilhada foi a mais bem sucedida no clube. De 1995 a 2001, todas as decisões eram colegiadas. O risco de se errar, quando existem nove cabeças, é muito menor que quando uma só toma decisão”, enfatizou Fornéa.
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