Grandiosidade. Desta maneira pode-se começar a definir a sensação passada na cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de Pequim 2008. Realizada no moderno “Ninho do Pássaro”, a celebração reuniu cerca de 90 mil pessoas para assistir o espetáculo no mais moderno estádio do mundo.

Ao todo, 14 mil artistas fizeram parte da performance, que havia sido ensaiada nos últimos 13 meses antes da abertura. Estima-se que o evento tenha custado 100 milhões de dólares e, caso esse valor estiver perto da realidade, trataria-se do mais caro de toda história dos jogos.

A cerimônia teve início com uma estrondosa seqüência de tambores, lembrando os tempos gloriosos da China imperial. Crianças com vestimentas típicas das várias etnias chinesas dançaram e depois cantaram, juntas, o hino nacional chinês, enquanto a bandeira do país era lentamente hasteada. Num momento belíssimo, um enorme pergaminho foi aberto no solo, onde foram projetadas imagens enormes de pinturas, tudo ao som de música tradicional.

Após as apresentações artísticas  as delegações começaram a entrar. Como sempre, a primeira delegação a entrar foi a da Grécia, país que criou o ideal olímpico. Também seguindo o protocolo, os donos da casa, no caso a delegação chinesa, foram os últimos a entrar no estádio. Porém, a ordem de entrada dos demais países foi diferente de todo resto.

Ao invés de seguirem a ordem alfabética latina, de A a Z, os chineses organizaram a seqüência de acordo com o número de traços no ideograma correspondente ao nome do país. Assim, Austrália, normalmente uma das primeiras, se tornou uma das últimas. O Brasil foi uma das primeiras delegações, tendo o iatista Robert Scheidt como porta-bandeira.

O público se mostrou bastante empolgado e aplaudiu com vigor a entrada de todas as delegações. O grane público presente agora aguarda o momento principal, a entrada da tocha que vai acender a pira olímpica. Momento este que simboliza todos os valores próprios do espírito das Olimpíadas.