Apesar de encontrar a Arena da Baixada com um novo visual e com avanços substanciais desde o final de janeiro, o consultor de estádios da Fifa, Charles Botta, verá nos bastidores situação parecida em relação a engenharia financeira que envolve a remodelação e ampliação do estádio atleticano. Sem ter o valor do orçamento final definido e com fluxo financeiro para tocar as obras até o início de março, a Fifa quer garantias que os gestores da reforma do Joaquim Américo conseguirão novos recursos que garantirão o caixa necessário para a conclusão do estádio a tempo da realização da Copa do Mundo.

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Para isso, a Fomento Paraná, a pedido do Governo do Estado, da Prefeitura de Curitiba e da CAP S/A, fez um pedido de uma nova linha de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 250 milhões através do programa BNDES Estados. O valor, caso aprovado, servirá para capitalizar o Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), que é comandado pelo banco estadual. Com isso, a Fomento Paraná conseguirá realizar um novo empréstimo no valor de R$ 65 milhões para a conclusão das obras, desde que o Atlético dê as garantias necessárias para receber o montante.

Entretanto, apesar de os representantes do Estado e do Município garantirem que a aprovação do BNDES sairá ainda hoje,  a instituição financeira afirmou que o pedido ainda está em análise e que a aprovação não será anunciada hoje. De acordo com o BNDES, o processo, ainda mais por se tratar de um valor alto, não é rápido e que o pedido passará por todos os trâmites necessários padrão do banco, ficando assim, impossível determinar uma data para que a operação seja aprovada e os recursos disponibilizados para o Governo do Estado.

Mesmo assim, o coordenador-geral da Copa no Estado, Mário Celso Cunha, garante que a questão financeira envolvendo a remodelação da Arena da Baixada está totalmente resolvida, inclusive com a aprovação da nova linha de créditos solicitada junto ao BNDES. “A questão financeira está totalmente resolvida. O último recurso liberado vai suprir as necessidades até o fim de fevereiro. Posso garantir que o Governo, a Prefeitura e a CAP S/A garantiram a liberação desse novo financiamento”, frisou Cunha.

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Se esse novo montante chegar até os cofres da CAP S/A o ritmo das obras tende a aumentar, já que uma das providências será o incremento de novos trabalhadores. Com 1250 homens atuando no canteiro de obras, o número poderá chegar a 1370 operários, que darão um ritmo mais acelerado, podendo assim, garantir que o estádio fique pronto a tempo de receber os quatro jogos do Mundial.

Orçamento

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A CAP S/A formalizou, na última sexta-feira, o novo orçamento final das obras da Arena da Baixada no valor de R$ 330 milhões. O novo documento com a nova quantia, R$ 11 milhões mais caro do que constava no documento anterior protocolado no dia 23 de janeiro, já está sendo auditado pela Price WaterHouse, empresa contratada pela Fomento Paraná. A reunião que validará o novo orçamento será realizada nesta quinta-feira, na sede do banco estadual, quando também será emitido um r elatório sobre o custo final das obras de remodelação do Joaquim Américo. Apesar de ter formalizado o valor de R$ 319 milhões no final de janeiro, o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, declarou de maneira informal, que o valor final da reforma seria de R$ 330 milhões, conforme foi oficializado nos últimos dias.

A obra em deralhes