O Ministério para Mulheres e Crianças da África do Sul enviou uma carta à Organização das Nações Unidas (ONU) reclamando do tratamento recebido por Caster Semenya, que tem o seu gênero sob suspeita. Ela foi submetida a exames durante o Mundial de Atletismo, em Berlim, onde conquistou a medalha de ouro dos 800 metros.

O ministro Noluthando Mayende-Sibiya disse que a Federação Internacional das Associações de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês) falhou no caso sobre a sexualidade da atleta sul-africana. De acordo com ele, a entidade atingiu a “dignidade humana” da atleta.

O documento solicita que a ONU investigue o caso. Nos últimos dias, a Iaaf se negou a confirmar a informação do jornal australiano Sydney Morning Herald de que Caster Semenya não tem ovários e possui testículos internos que produzem grande quantidade de testosterona.

A Iaaf anunciou oficialmente que recebeu os resultados dos testes de gênero a que a atleta sul-africana foi submetida, mas avisou que eles ainda estão em processo de análise e que só irá anunciar uma decisão final sobre o assunto em novembro.