Um encontro ocorrido nesta sexta-feira entre a presidente Dilma Rousseff, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, definiu que os três entes de governo vão pedir ao Comitê Organizador dos Jogos de 2016 que abra mão da garantia de injeção de recursos públicos caso haja déficit nas contas da entidade.

O orçamento do Comitê Organizador – que é responsável pela operação dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos – é de R$ 7 bilhões, sendo que a origem dos recursos deverá vir totalmente de recursos privados. A previsão é que, deste montante, pouco mais de 50% venham de patrocínios e o restante da venda de ingressos, licenciamentos, hospedagem e verba do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Mas, na instituição do Ato Olímpico, as três esferas de governo se comprometeram a cobrir eventuais prejuízos, com teto máximo de R$ 1,8 bilhão. “Minha ideia é a de que o Comitê Rio/2016 abra mão desse dispositivo legal”, afirmou o prefeito Eduardo Paes, após o encontro que ocorreu reservadamente em um hotel na zona sul do Rio e nem sequer constava na agenda oficial.

A intenção dos chefes de Executivo é demonstrar que os governos querem evitar ao máximo o uso de recursos públicos no Comitê Organizador dos Jogos do Rio.

A iniciativa, porém, deverá encontrar resistência. Além do Comitê Organizador, será necessário convencer o próprio COI, cuja diretoria irá ao Rio em fevereiro de 2015. Isso porque a garantia de que o governo iria sanear um eventual déficit nas contas foi dada pelo Brasil durante a candidatura para os Jogos de 2016.