A investigação promovida pelo governo boliviano confirmou que a LaMia e o piloto do voo CP-2933 foram os responsáveis pelo acidente aéreo da Chapecoense. O anúncio foi realizado nesta terça-feira pelo ministro de Obras Públicas do país, Milton Claros, em pronunciamento na cidade de La Paz.

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“O que aconteceu neste trágico evento é de responsabilidade direta da empresa LaMia e do piloto”, confirmou Milton Claros. O ministro foi o responsável por apresentar os resultados da investigação e considerou que houve uma “cadeia de erros” que resultou no trágico acidente que matou 71 pessoas no fim do mês passado.

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Considerado um dos culpados pela queda do avião nas cercanias de Medellín, Miguel Quiroga era piloto e um dos dois sócios da LaMia. Ele também morreu no acidente. As investigações concluíram que o avião que transportava o elenco da Chapecoense e profissionais de imprensa do Brasil continha o mínimo de combustível necessário para realizar o trajeto, sem uma quantidade extra, como manda a legislação.

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Posteriormente, o Estado de S. Paulo revelou que o mesmo avião Avro RJ85, da LaMia, já havia realizado quatro outras viagens no limite do combustível, sendo que uma delas durou somente quatro minutos a menos do que o percurso encerrado em tragédia no acidente da Chapecoense.

Imediatamente após o acidente na Colômbia, a LaMia teve sua licença suspensa na Bolívia e foi impedida de seguir em atividade. Posteriormente, o diretor-geral da empresa, Gustavo Vargas Gamboa, foi detido pela polícia boliviana. Documentos da LaMia também foram confiscados pela Justiça do país.

Ainda nesta terça-feira, Milton Claros anunciou a abertura de um processo contra a funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea (Aasana), Celia Castedo. Ela foi a responsável por autorizar a saída do avião apesar das observações feita sobre a autonomia do voo. Posteriormente, disse que foi forçada a alterar o conteúdo do informe da viagem e pediu refúgio no Brasil.

Outros investigados pela Justiça boliviana serão Gustavo Vargas Gamboa, que também é representante legal da LaMia, seu filho, Gustavo Vargas Villegas, que até o acidente ocupava a função de diretor de registro aeronáutico nacional, e Marco Antonio Rocha, sócio de Miguel Quiroga.

Na tentativa de impedir novos acidentes deste tipo, Milton Claros prometeu aumentar o controle e a vigilância dos voos na Bolívia e suspendeu dois funcionários da Aasana, para que “não contaminem” a investigação.

A LaMia era a responsável por levar a Chapecoense para a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, em Medellín. Na madrugada de 28 para 29 de novembro, no entanto, o avião que transportava 77 pessoas caiu. Somente seis sobreviveram: os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann e Neto, o jornalista Rafael Henzel e os comissários de bordo Ximena Suárez e Erwim Tumiri.