Depois de uma sofrida rodada dupla na sexta-feira, Roger Federer não precisou suar tanto neste sábado para avançar à final do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. O suíço contou com um abandono do belga David Goffin no início do segundo set para chegar a sua sexta decisão da temporada.

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Federer permaneceu em quadra por apenas 1h02min. Foi o tempo de vencer o set inicial no tie-break por 7/6 (7/3). No início da segunda parcial, Goffin solicitou atendimento médico alegando dores no antebraço e no ombro direitos. Ele voltou para o jogo, mas decidiu abandonar quando o placar apontava 1/1, sem quebras de saque na segunda parcial.

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Goffin, atual número 11 do mundo, resolveu desistir mais cedo da partida em razão da proximidade do US Open, que terá início no dia 27, em Nova York. Será o último Grand Slam da temporada.

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Com o abandono, o número dois do mundo se viu favorecido na véspera da final do torneio porque vinha de uma desgastante sexta-feira, em que precisou vencer duas partidas, sendo cinco sets disputados, três deles em tie-break. O segundo jogo, contra o compatriota Stan Wawrinka, terminou no início da madrugada deste sábado.

Nesta noite, inclusive, o duelo contra Goffin fez os fãs do suíço lembrarem da partida contra o compatriota. Assim como aconteceu na madrugada, Federer sofreu com as chances perdidas no único set disputado contra o belga. Com ligeira superioridade em quadra, ele desperdiçou três sets points no saque do adversário.

E voltou a cometer erros incomuns no tie-break. Só não se complicou porque Goffin, já demonstrando certo desconforto no braço direito, também falhou. No início do segundo set, Federer exibia maior confiança e reduzir os erros quando o 11º do ranking decidiu antecipar o fim da partida.

Com o resultado, Federer vai tentar conquistar no domingo seu oitavo título em Cincinnati, sendo o quarto do ano e o 99º da carreira. Para tanto, terá que superar o sérvio Novak Djokovic. Eles não se enfrentam desde o Aberto da Austrália de 2016, quando Djokovic levou a melhor na semifinal.

No retrospecto direto, o sérvio lidera com 23 vitórias, contra 22 do suíço. Em Cincinnati, será o terceiro duelo entre eles, novamente em uma final. Federer venceu as duas anteriores, mais adaptado ao piso rápido da competição.