Orlando Kissner
Fabrício pode ganhar uma
vaga no meio. Ele já treinou
sob o comando de Givanildo.

Se chegar a tempo, o técnico Givanildo de Oliveira começa a esboçar hoje o Atlético para

o início de uma nova era na equipe. Além de mudanças táticas, o substituto de Lothar Matthäus terá que remontar o time para o confronto contra o Volta Redonda, pela Copa do Brasil, quarta-feira, no Estádio Joaquim Américo. O meia Evandro está suspenso e o atacante Dagoberto e o lateral-esquerdo Michel Bastos estão no estaleiro. A tendência é que Fabrício ganhe nova oportunidade e que Dênis Marques e Pedro Oldoni disputem um lugar no ataque.

?A partir de sexta-feira (hoje), quando nós faremos um coletivo à tarde, aí eu vou começar a colocar o time que eu pretendo usar contra o Volta Redonda?, adiantou Givanildo. Por enquanto, ele não quer antecipar quem deixa a equipe ou entra, porque ainda está conhecendo o grupo. ?Quando chegar mais próximo do jogo, eu vou ter na minha cabeça uma definição?, despistou. Como a equipe vinha atuando com três zagueiros, um deles, provavelmente Alex, deverá sobrar com o pernambucano    .

Para o segundo jogo contra o Volta Redonda, Evandro está suspenso devido à expulsão no primeiro jogo, Dagoberto e Michel Bastos continuam se recuperando de cirurgias no joelho. Assim, Fabrício deve ganhar nova oportunidade na meia-cancha. ?Eu já trabalhei com Fabrício e Ferreira no meio, mas também com Simão, porque estou conhecendo e até o coletivo eu devo decidir?, disse. No ataque, Rodrigão deverá ter Dênis Marques ou Pedro Oldoni ao seu lado.

Ontem, sob o comando de Nílson Borges, o elenco realizou à tarde um trabalho técnico no CT do Caju. Pela manhã, o preparador físico Wellington Vero finalizou a bateria de testes nos jogadores. Agora, o profissional conhece como está o elenco e saberá como fazer o time correr melhor daqui em diante.

Saída

O preparador físico Riva Carli deverá ser o próximo a deixar o Atlético. Responsável pelo melhor fôlego na vitoriosa campanha do time em 2001 e recontratado em abril do ano passado, o profissional está sem função dentro do clube. Desde que Givanildo de Oliveira foi contratado, Riva vai até o CT do Caju, mas não faz nada. Por enquanto, ele aguarda uma definição sobre seu futuro, mas a julgar pelos antecedentes, ele deverá ser dispensado.

Contas seriam do Atlético

A polêmica envolvendo a meteórica passagem do técnico Lothar Matthäus pelo Atlético continua. Após o clube cobrar publicamente R$ 13 mil de ligações telefônicas do treinador, Márcio Bittencourt, representante da Stellar Group (empresa que agencia a carreira do alemão) no Brasil, afirma que o pagamento das contas cabia ao Rubro-Negro. Mesmo assim, ele acha justo que os dirigentes exijam a grana de volta.

?Na verdade, a conta seria paga pelo Atlético. O acordo era de o clube bancar dois celulares, um para ele e outro para a esposa?, revelou Bittencourt. Ele não vê problemas na publicação das contas no site do Furacão. ?Em função da saída do Matthäus, do jeito que foi e dos valores altos, eu acho justo o clube querer o dinheiro de volta?, destacou. A diretoria atleticana colocou na internet duas contas, uma de fevereiro (R$ 3.068,71) e uma de março (R$ 9.938,91).

De acordo com o representante da Stellar, o Rubro-Negro sempre se portou muito bem com Matthäus. ?O Atlético foi muito elegante com ele, em todo o tempo, com a suíte presidencial, com os telefones, com as passagens e o conforto todo?, elogiou. Mas ele acha também que a má fase da equipe possa ter influenciado na divulgação das contas. ?O Atlético está tentando desviar a atenção. Assim que voltar a vencer, acaba tudo isso?, projetou.

Já sobre a nova versão do alemão para sua saída da Baixada, Bittencourt foi taxativo: ?O Matthäus gosta de falar, de dar esse tipo de declarações. Além dos problemas familiares, o que ele me passou foram pequenas coisas, como a suspensão dele, os problemas com a arbitragem e com o fotógrafo?, finalizou. A diretoria do Furacão não comenta o assunto.