O uruguaio Alcides Ghiggia, carrasco brasileiro da Copa de 1950, está sem ingressos para o Mundial que começa nesta quinta-feira. Sem credencial, ele acusa os organizadores da Copa de não terem se preparado de forma adequada para o evento. “A Copa de 1950 e todas as demais foram muito mais organizadas que a atual”, declarou o ex-jogador da seleção uruguaia.

“Eu não sei porque fizeram isso comigo”, disse. “Estou muito desapontado. Fui convidado pela Fifa para o congresso da entidade, mas, até agora, não tenho ingressos e nem credencial para a abertura do Mundial”, disse. “Ninguém me deu uma resposta e ninguém sabe de nada”, declarou.

O ex-jogador foi o autor do gol que, em 1950, calou o Maracanã. O Brasil acabou perdendo a final para o Uruguai por 2 a 1, no que se transformou em um dos maiores dramas do futebol mundial.

Agora, a Fifa usa a imagem do uruguaio para promover o evento de 2014. Mas não o trata de forma “digna”, segundo ele mesmo. “Estive em várias Copas. Em todas fui muito bem tratado. Na Alemanha, em 2006, e na África do Sul (em 2010) eu vi uma organização muito melhor que no Brasil”, atacou.

Questionado se voltaria para a final do Mundial, que acontecerá novamente no Maracanã, o uruguaio não deu garantias. “Acho que não. Estou muito desiludido”, afirmou o ex-jogador de 78 anos.