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George Foreman faz 70 anos nesta quinta-feira e continua ‘demolidor’

  • Por Estadão Conteúdo

George Foreman tem seu nome mencionado em qualquer lista na qual se enumera os boxeadores mais fortes da história. Ao completar 70 anos nesta quinta-feira, sempre com o sorriso no rosto, o texano de Marshall não exibe mais os temidos músculos, mas mantém o bom humor que o tornou um dos pugilistas mais populares de todos os tempos. “Estou com 70 anos, mas meu direto de direita ainda derruba muita gente”, gosta de dizer por intermédio das redes sociais.

Medalha de Ouro na Olimpíada da Cidade do México, em 1968, Foreman também foi campeão mundial dos pesados em 1973, ao derrubar Joe Frazier seis vezes em dois rounds. Perdeu o cinturão no ano seguinte, para Muhammad Ali, por nocaute no oitavo assalto, no Zaire, naquele que é apontada por todos como a verdadeira “Luta do Século”.

Abandonou o boxe em 1977 para ser pastor evangélico. Voltou dez anos depois, aos 38 anos, e demonstrou que sua força estava intacta, ao derrubar 23 de seus 24 adversários, entre eles o brasileiro Adilson Maguila Rodrigues, antes de perder para Evander Holyfield, por pontos, em um duelo épico.

Recuperou o cinturão, ao nocautear Michael Moorer, 18 anos mais novo, com um direto de direita mortal no décimo assalto, em 1994. Se tornou o campeão mais velho do boxe. Lutou até 1997, aos 48 anos, e sempre teve o respeito de todos.

Milionário, virou garoto propaganda de uma marca de grill e ganhou mais de US$ 110 milhões (aproximadamente R$ 405 milhões, na cotação atual). Atualmente, faz comerciais de TV e dá palestras. “Vivo muito melhor do que mereço.”

Foreman considera a geração dos anos 1970, da qual fez parte, junto com Ali, Frazier e Ken Norton como a melhor de todos os tempos. “Mas o mais forte de todos era Ernie Shavers.”

Perguntado se é o mais “temido” lutador de todos os tempos, Foreman tem a resposta na ponta da língua. “O mais temido é Joe Louis”, afirmou, referindo-se ao campeão dos anos 1930, 1940 e 1950. Foreman não se coloca no mesmo nível de Ali e Frazier. “Ali foi um ídolo. Trata-se de um dos maiores seres humanos que já existiram. Frazier tinha uma esquerda espetacular. Por isso, a luta deles, em 1971, em Nova York, foi o maior de todos os eventos esportivos.”

Sobre Mike Tyson, mais elogios. “Nunca o boxe teve reunido em uma mesma pessoa tanta agressividade e velocidade.” No boxe atual, Foreman escolhe Mikey Garcia, campeão peso leve, como o melhor. “Ele é o cara.” E “Big George” também tem um conselho para quem quer ser campeão. “Além de força e talento, é preciso ter garra.”

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