Depois de o presidente do Corinthians Andrés Sanchez dar uma entrevista coletiva em que exaltou o orgulho corintiano, ferido com o rebaixamento do time para a Série B do Campeonato Brasileiro, cerca de cem torcedores ligados à torcida organizada Gaviões da Fiel, invadiram a sede do clube para fazerem um protesto.

Ao encontrarem Sanchez, pediram a saída de vários jogadores, como os zagueiros Betão e Zelão, os laterais Gustavo Nery e Iran e o volante Vampeta, que tiveram seus nomes gritados pelo grupo.

Os manifestantes também pediram a saída do técnico Nelsinho Baptista. Na entrevista coletiva, Sanchez disse que o contrato de Nelsinho é o técnico do Corinthians até o dia 31 e que as partes estão negociando para que ele permaneça, mas o grupo de torcedores, supostamente defendendo uma posição da organizada, parece não concordar com essa questão.

O próprio presidente foi chamado de "corrupto e mercenário". Apesar do tom agressivo, a manifestação foi pacífica. Na coletiva, Sanchez pediu para que os corintianos não participassem de atos de vandalismo. Cerca de 30 policiais armados fazem a segurança no clube.

Na madrugada desta segunda-feira, os muros do Parque São Jorge foram pichados. "É triste ver toda essa situação e policiais aqui", disse Andrés. "Mas nós temos de preservar o patrimônio do clube.