O Corinthians ganhou mais um problema para o julgamento do “Caso Petros”, marcado para esta segunda-feira, às 13h30, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio. Os rivais Grêmio e Internacional entraram com pedido para participarem como parte interessada no julgamento do meia corintiano, que pode tirar quatro pontos da equipe alvinegra no Campeonato Brasileiro.

Na 5.ª colocação, com 53 pontos, o Corinthians tem a mesma pontuação do Internacional – 3.º colocado pelos critérios de desempate – e está dois na frente do Grêmio, hoje o 7.º. Caso o tribunal entenda que a escalação de Petros contra o Coritiba, pela 15.ª rodada da competição, foi irregular, o time paulista perderá quatro pontos na tabela de classificação e cairá para o 7.º lugar.

Em entrevista coletiva após a vitória do Internacional sobre o Bahia, neste sábado, o vice de futebol do clube Marcelo Medeiros comentou a ação conjunta da dupla Gre-Nal. “O dia em que Inter e Grêmio afinarem sua forças para defenderem seus interesses, pela distância que têm da CBF, o futebol gaúcho vai ter muito mais representatividade, mais força, muito mais condições de que seus interesses sejam ouvidos”, afirmou. “Com esse objetivo, foi isso que nós fizemos”.

CASO PETROS – O problema consiste em uma divergência nas datas de registro no contrato do corintiano Petros. Apesar do nome do atleta ter aparecido no Boletim Diário da CBF (BID) do dia 1.º de agosto, em uma sexta-feira, o contrato definitivo do atleta foi efetuado só no sábado, dia 2. Como o vínculo só poderia passar a valer a partir do dia útil seguinte, – no caso a segunda-feira (4) – a escalação do Petros no domingo (3) no empate com o Coritiba teria sido irregular.

Denunciado pela procuradoria do STJD no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o Corinthians pode perder quatro pontos (três pela partida e mais um somado no empate) e ser multado em até R$ 100 mil caso o tribunal entenda que o clube cometeu a irregularidade. Já a FPF e a CBF responderão por infração ao artigo 191, incisos I e III do CBJD, sob risco de multa total de até R$ 200 mil, em virtude de suposto erro no registro do atleta.

Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e futuro mandatário da CBF, afirmou na semana passada que uma funcionária da Federação Paulista – entidade responsável pelo registro – teria cometido um erro ao inserir os dados do jogador no sistema, causando toda a confusão.