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G-8 vai largar sem acordo com televisão

  • Por Agência Estado

O campeonato brasileiro de 2003 começará no próximo sábado, como o previsto, no que depender do Grupo dos 8 (Ponte Preta, São Caetano, Criciúma, Figueirense, Fortaleza, Juventude, Paraná e Paysandu), clubes que ainda não acertaram a cota pela transmissão de seus jogos na TV com o Clube dos 13. Os times excluídos da entidade formada pelas principais equipes do País querem receber R$ 4,5 milhões, além de passagens aéreas e hospedagem para 30 pessoas sempre que viajarem durante a disputa.

O assessor da presidência da Ponte Preta, seu representante na discussão, Paulo Aldrighi, explicou que os oito clubes não receberam uma resposta do Clube dos 13 para suas reivindicações. Reconheceu a possibilidade de um impasse nas negociações, mas praticamente descartou o adiamento do início do brasileiro.

“Oficiosamente o Clube dos 13 nos ofereceu R$ 2,5 milhões para cada um. Aguardamos uma proposta até amanhã (hoje)”, disse Aldrighi. “A discussão é sobre cotas de TV e não porque a competição foi elaborada irregularmente. Por que não entraríamos em campo? O máximo que pode acontecer é não transmitirem nossos jogos.” O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, classificou de “sem sentido” a proposta feita pelo G-8. De acordo com o dirigente, com os valores pretendidos, as equipes estão querendo receber o mesmo que Corinthians e Flamengo, fato considerado “impossível” por ele.

Com a mudança na fórmula de disputa e duração do campeonato brasileiro (turno e returno por pontos corridos em oito meses), a TV Globo acertou com o Clube dos 13 a aquisição dos direitos de transmissão da disputa por cerca de R$ 240 milhões. O aumento dos valores e a queda para a segunda divisão de Palmeiras, Botafogo e Portuguesa-SP, que passarão a receber menos, despertou a cobiça do G-8.

De acordo com o presidente do Paraná, Enio Ribeiro, com o reajuste no valor do contrato, a proposta de divisão do dinheiro feita pelo Clube dos 13 seria a de distribuí-lo por quatro grupos. R$ 13,8 milhões para cada equipe do grupo 1 (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Flamengo e Vasco); R$ 10,5 milhões para o grupo 2 (Santos, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio e Internacional); R$ 7,2 milhões para o grupo 3 (Portuguesa-SP, Bahia, Guarani, Vitória, Atlético-PR, Sport, Coritiba e Goiás); e R$ 2,5 milhões para o grupo 4 (Ponte Preta, São Caetano, Criciúma, Figueirense, Fortaleza, Juventude, Paraná e Paysandu).

Na tentativa de encontrar uma solução para o problema, o Clube dos 13 nomeou uma comissão chefiada pelo presidente do Vasco, Eurico Miranda, e formada por Santos, São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Atlético-PR e Vitória. O presidente rubro-negro, Hélio Ferraz, afirmou que, caso não cheguem a um entendimento, os jogos do G-8 não serão transmitidos pela TV.

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